IBGE: em Goiás, apenas 3% dos formados em Medicina são negros
Em comparação, 68,4% dos graduados no curso se autodeclaram brancos

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Apenas 3% das pessoas com formação em medicina em Goiás são pretas, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As informações, obtidas através do Censo 2022, apontam disparidade nos percentuais que relacionam a formação no ensino superior com a cor de pele.
Para uma base de comparação, a maior parte dos goianos com 18 anos ou mais é de cor parda (53,3%), seguida da população de cor branca (36,2%) e da população de cor preta (10,1%).
Apesar disso, com relação a mesma faixa etária que possui graduação no ensino superior, os que se autodeclaram brancos correspondem a 50,1% dos formados, seguidos pela população parda (42,4%) e, por fim, a preta (6,9%).
Essa diferença é ainda mais evidente em áreas como a medicina, onde a população preta corresponde a apenas 3% dos formados, ante a 68,4% da branca.
Tais números se mostram ligeiramente mais equilibrados quando comparados ao cenário nacional, no qual das pessoas com graduação em medicina, 2,8% eram pretas.