Deixar a torneira pingando? Entenda por que isso está sendo recomendado
Em países europeus, estratégia simples é usada para evitar prejuízos causados pelo frio extremo

Em tempos de alerta sobre consumo consciente de água, a ideia de deixar uma torneira pingando parece contraditória. Ainda assim, em diversas regiões da Europa, essa prática é vista como uma medida inteligente durante os meses mais frios do ano.
O motivo está menos ligado ao desperdício e mais à prevenção de um problema que pode gerar danos caros e difíceis de resolver.
Quando as temperaturas permanecem abaixo de zero por longos períodos, a água parada dentro dos encanamentos corre o risco de congelar.
Ao se transformar em gelo, o volume do líquido aumenta e passa a exercer uma pressão intensa sobre os canos. Essa força pode ser suficiente para causar fissuras ou até o rompimento completo da tubulação, especialmente em áreas mais expostas ao frio.
Especialistas explicam que os danos provocados pelo congelamento não são apenas estruturais, mas também financeiros.
O reparo de canos danificados pode custar caro e, em muitos casos, exige a interrupção do abastecimento de água até que o problema seja resolvido. Por isso, a prevenção acaba sendo mais econômica do que o conserto.
A lógica por trás da recomendação é simples: água em movimento congela com mais dificuldade do que água parada.
Ao permitir um leve gotejamento, a água fria que está próxima do ponto de congelamento é constantemente substituída por outra, que chega um pouco mais aquecida pelas tubulações subterrâneas. Esse fluxo contínuo reduz o risco de formação de gelo dentro dos canos.
A atenção costuma ser maior para torneiras conectadas a encanamentos que passam por paredes externas ou áreas sem aquecimento. Esses pontos são mais vulneráveis às baixas temperaturas. Já tubulações internas tendem a sofrer menos, por estarem protegidas pelo calor do ambiente.
Além do gotejamento controlado, especialistas recomendam outras medidas simples durante ondas de frio intenso.
Manter a casa aquecida, abrir portas de armários de cozinha e banheiro para facilitar a circulação de ar quente e isolar canos expostos estão entre as orientações mais comuns. Identificar previamente quais tubulações ficam em áreas não aquecidas também ajuda a evitar surpresas.
Essas ações, segundo organizações ligadas ao abastecimento de água, reduzem o risco de vazamentos, evitam desperdício causado por rompimentos e protegem o imóvel de prejuízos maiores.
Em regiões de inverno rigoroso, pequenos hábitos podem fazer grande diferença.
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