Conheça a carne para assar que é suculenta, barata e pouco pedida no açougue

Carne ganha espaço no forno, entrega maciez, sabor intenso e ainda pesa menos no bolso

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Conheça a carne para assar que é suculenta, barata e pouco pedida no açougue
(Foto: Captura de Tela/YouTube)

Em meio aos cortes famosos do churrasco e do forno, um pedaço de carne costuma passar despercebido no balcão do açougue: a paleta. Mais associada a cozidos e ensopados, ela também pode surpreender quando vai para o forno. O resultado é uma carne suculenta, saborosa e com ótimo custo-benefício.

Com fibras longas e boa presença de colágeno, a paleta responde muito bem ao calor lento. Quando bem preparada, fica macia e mantém a umidade interna. É uma escolha estratégica para quem quer economizar sem abrir mão de um prato marcante.

Por que a paleta funciona tão bem para assar

A paleta vem da parte dianteira do boi, região bastante movimentada e rica em tecido conjuntivo. Esse colágeno, quando submetido ao calor por mais tempo, se transforma em gelatina natural. Isso garante suculência e textura macia após o cozimento.

Ao contrário de cortes mais magros, a paleta não resseca com facilidade. Mesmo em forno doméstico, ela mantém a umidade se estiver bem vedada ou coberta nos primeiros estágios. Isso reduz o risco de uma carne dura e sem sabor.

Outro ponto positivo é a versatilidade. A paleta pode ser assada inteira, em pedaços grandes ou desfiada após o preparo. Funciona bem tanto para almoços em família quanto para receitas reaproveitadas durante a semana.

Como preparar para garantir maciez e sabor

O segredo está no tempo e na temperatura. A paleta pede forno médio e cozimento mais prolongado, especialmente se for assada em peça grande. Esse processo permite que o colágeno se quebre aos poucos, deixando a carne mais tenra.

Temperos simples já resolvem: sal, alho, cebola e ervas secas são suficientes para realçar o sabor natural. Marinadas com um pouco de acidez, como vinho ou limão, também ajudam a amaciar as fibras. O ideal é deixar a carne descansar no tempero por algumas horas.

Nos primeiros minutos, vale assar a carne coberta com papel-alumínio ou em panela fechada. Depois, retirar a proteção para dourar e formar crosta. Assim, a paleta fica macia por dentro e com aparência mais apetitosa por fora.

Por que é barata e pouco pedida no açougue

A paleta ainda carrega a fama de “carne dura”, muito ligada ao uso em cozidos antigos. Isso faz com que muitos consumidores passem direto por ela e escolham cortes mais conhecidos. A consequência é uma procura menor no dia a dia.

Com menos demanda, o preço tende a ser mais acessível que o de carnes tradicionais para assar. Em épocas de alta no valor da carne, a diferença no quilo pode ser significativa. Para quem cozinha para várias pessoas, o impacto no orçamento é imediato.

Além disso, a paleta costuma ter bom rendimento após o preparo. Mesmo perdendo um pouco de peso no forno, ela entrega porções generosas e pode ser reaproveitada em sanduíches, massas e arroz de forno. Isso aumenta ainda mais o custo-benefício.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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