Advogada ensina como mulheres de 50 anos que nunca contribuíram para o INSS podem se aposentar mais rápido

Especialista viralizou em vídeo explicando que o sistema permite caminhos pouco conhecidos mesmo para quem começa mais tarde

Magno Oliver Magno Oliver -
Advogada ensina como mulheres de 50 anos que nunca contribuíram para o INSS podem se aposentar mais rápido
(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Conteúdos publicados nas redes sociais por uma advogada previdenciária reacenderam o debate sobre o acesso à aposentadoria para mulheres que chegaram aos 50 anos sem nunca terem contribuído ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A repercussão ocorreu porque a legislação brasileira permite a entrada tardia no sistema previdenciário, garantindo proteção social e a possibilidade real de aposentadoria, desde que cumpridos os requisitos legais.

De acordo com as regras atuais da aposentadoria por idade, estabelecidas pela Emenda Constitucional nº 103/2019, mulheres precisam atingir 62 anos de idade e comprovar 15 anos de contribuição.

Isso significa que uma mulher que inicia os recolhimentos aos 50 anos pode completar o tempo mínimo antes de alcançar a idade exigida, viabilizando o benefício assim que cumprir ambos os critérios.

Além da aposentadoria, o ingresso no INSS assegura acesso a benefícios por incapacidade. A Lei nº 8.213/1991 prevê carência de 12 contribuições mensais para a concessão do auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e da aposentadoria por incapacidade permanente.

Em situações específicas, como acidentes ou doenças graves listadas em regulamento, a carência pode ser dispensada, permitindo a concessão do benefício mesmo com uma única contribuição.

Outro aspecto destacado pela lei é a proteção aos dependentes. Ao manter a qualidade de segurada, mesmo por curto período, a contribuinte passa a garantir o direito à pensão por morte aos dependentes legais, conforme as regras previstas nos artigos 74 a 79 da Lei de Benefícios da Previdência Social. Esse ponto costuma ser pouco conhecido por quem nunca contribuiu ao sistema.

O INSS não orienta automaticamente sobre esses caminhos. A escolha do tipo de contribuição, o valor recolhido e a regularidade dos pagamentos influenciam diretamente o acesso e o valor dos benefícios.

Por isso, a orientação técnica e o planejamento previdenciário tornaram-se essenciais para mulheres que ingressam no sistema após os 50 anos, evitando erros que podem atrasar ou comprometer direitos futuros.

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Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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