As melhores datas para pedir demissão do trabalho e garantir seus direitos em 2026
Datas após o dia 15 e em segundas-feiras ajudam a preservar 1/12 de férias e 13º e evitam perder o DSR do fim de semana

Pedir demissão é uma decisão grande, e escolher o momento certo é determinante para o orçamento de quem vai embora. Em 2026, escolher a data mais propícia pode ajudar a proteger parte do que você recebe na rescisão, especialmente quando o assunto é 13º proporcional, férias proporcionais e até o descanso semanal remunerado.
O segredo está em três detalhes que muita gente ignora: completar 15 dias no mês, formalizar o pedido em um dia que evite “corte” no repouso semanal e entender como o aviso prévio pode virar desconto.
A seguir, veja como funciona a estratégia e quais datas de 2026 costumam ser as mais vantajosas para quem pretende sair do emprego por iniciativa própria.
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A regra dos 15 dias que muda 13º e férias proporcionais
No caso do 13º salário, a lei prevê que a fração igual ou superior a 15 dias trabalhados conta como mês integral no cálculo proporcional. Na prática, isso significa ganhar mais 1/12 quando a saída ocorre depois desse marco.
Por isso, pedir demissão muito cedo no mês pode reduzir o valor final do acerto. Já quando o desligamento (ou a data final do contrato) fica após o dia 15, a chance de aquele mês entrar na conta aumenta.
Para férias proporcionais, a lógica aplicada no cálculo normalmente segue a mesma linha de “avos” por mês, e há entendimentos que também consideram a fração superior a 15 dias para compor 1/12.
Ou seja: se a ideia é sair sem perder avos, o planejamento mais comum é mirar datas após o dia 15 — e não “qualquer dia”.
Por que pedir demissão em uma segunda-feira pode ajudar
Além do marco dos 15 dias, há um detalhe prático que faz diferença no contracheque: o Descanso Semanal Remunerado (DSR). Pela Lei 605/1949, todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.
Quando o pedido é formalizado em uma segunda-feira, o trabalhador permanece empregado durante o fim de semana imediatamente anterior. Isso ajuda a reduzir discussões sobre o pagamento do descanso semanal daquele sábado e domingo, já que o contrato ainda estava ativo nesse período.
Essa escolha também evita “armadilhas de calendário”, como semanas quebradas por feriados, escalas diferentes e fechamentos de folha. Na prática, segunda-feira costuma ser o dia mais “limpo” para registrar o pedido e organizar aviso prévio e documentos.
Por isso, muitas listas estratégicas de 2026 sugerem datas que combinam os dois critérios: depois do dia 15 e sempre em uma segunda.
Datas indicadas em 2026 (todas em segunda-feira e após o dia 15):
- 19/01/2026
- 23/02/2026
- 16/03/2026
- 20/04/2026
- 18/05/2026
- 22/06/2026
- 20/07/2026
- 17/08/2026
- 21/09/2026
- 19/10/2026
- 16/11/2026
- 21/12/2026
Dica bônus: aviso prévio pode virar desconto de até 30 dias
Aqui entra o ponto que mais causa surpresa no acerto. Ao pedir demissão, o aviso prévio normalmente precisa ser cumprido; se não for, a empresa pode descontar os salários correspondentes ao prazo do aviso, o que costuma chegar a 30 dias.
Na prática, isso pode reduzir de forma significativa o valor final a receber. Por isso, antes de definir a data do pedido, vale checar se você vai cumprir aviso, se haverá dispensa formal do cumprimento ou se existe negociação possível.
Também é importante lembrar que o aviso pode alterar a “data final” do contrato — e, com ela, mexer na contagem de avos de 13º e férias. Ou seja: não é só o dia em que você pede, é o dia em que o vínculo termina.
Se você quer sair com o menor risco de perda, o caminho mais seguro é alinhar o pedido com o RH e registrar por escrito como ficará o aviso prévio, para evitar descontos inesperados.
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