Com apenas 10 anos, garoto usa cartão da mãe para registrar domínio de R$ 500 e anos depois vende por R$ 350 milhões
O que começou como iniciais pessoais virou um dos negócios mais caros da história dos domínios

Em 1993, enquanto a internet ainda estava em seus primórdios, um menino malaio de 10 anos tomou uma decisão que parecia irrelevante: usou o cartão de crédito da mãe para pagar US$ 100 e registrar um domínio com duas letras que coincidiam com suas iniciais.
Arsyan Ismail não pensava em artificial intelligence quando escolheu “AI”. Para ele, eram apenas suas iniciais.
No início dos anos 90, registrar um domínio era algo restrito a entusiastas e empresas pioneiras. A ideia de que um nome digital pudesse valer milhões era algo distante da realidade.
Com o tempo, Arsyan construiu carreira no polo tecnológico asiático, participou de startups e tornou-se um dos primeiros adeptos das criptomoedas.
Paralelamente, manteve o domínio sob sua posse enquanto a sigla “AI” ganhava novo significado e se tornava sinônimo de uma das principais inovações tecnológicas do século XXI.
Em abril de 2025, o endereço mudou de dono. O comprador foi Kris Marszalek, CEO da Crypto.com, que pagou aproximadamente US$ 70 milhões — aproximadamente R$ 350 milhões — em criptomoedas para transformar o AI.com na vitrine de uma nova plataforma de agentes de inteligência artificial.
Especialistas consideram domínios curtos e diretamente ligados a tendências tecnológicas extremamente raros.
No caso do AI.com, a combinação de escassez, força de marca e associação imediata ao setor mais disputado do momento elevou o endereço a um patamar quase místico.
A história resume bem a lógica da internet: duas letras registradas por curiosidade na infância se transformaram em um ativo multimilionário — prova de que, no mundo digital, o contexto pode valer mais do que qualquer previsão.
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