Depois de uma trajetória internacional, ele trocou tudo para viver como jardineiro em São Paulo

Ex-designer abandonou carreira global para criar “ilhas” de Mata Atlântica no centro da capital paulista

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Ele trocou tudo para viver como jardineiro em São Paulo
(Imagem: Ilustração/Captura de tela/Facebook/Pazipê)

Aos 50 anos, após ter consolidado sua carreira dedicando-se à indústria têxtil, com passagens por 25 fábricas em nove países da Europa e da Ásia, Eduardo Paziam decidiu mudar radicalmente de vida.

O ex-designer vendeu seu carro, deixou a rotina do corporativismo e começou a se dedicar a algo muito mais nobre e pouco convencional: plantar “pequenas florestas” no coração de São Paulo.

Criador do projeto Pazipê, Eduardo tem transformado canteiros cinzas do centro da capital paulista em locais arborizados e coloridos, usando espécies nativas da Mata Atlântica.

A iniciativa já pode ser vista em pontos como a Avenida São Luís e nas proximidades da estação República do Metrô, que está mais verde e viva.

Natural de Araçatuba (SP), Paziam mudou de rota em 2020, durante a pandemia de Covid-19, quando deixou a China e retornou ao Brasil.

Após um período no interior paulista e uma temporada na Europa — incluindo um ano em Londres — aprofundou os estudos em botânica, com cursos realizados no Jardim Botânico da capital britânica.

Embora o projeto tenha sido formalizado em 2023, o envolvimento com o plantio urbano começou anos antes. Desde 2017, ele já cultivava ipês na região central da cidade.

Uma das mudas, segundo relata, permaneceu por 15 anos em sua varanda antes de ser levada para um dos canteiros revitalizados.

A proposta ganhou força com a parceria do jardineiro paisagista venezuelano Francisco Alejandro, que incentivou a criação de áreas compostas exclusivamente por espécies da Mata Atlântica.

A ideia é formar pequenas “ilhas” de vegetação nativa no centro expandido da capital, estimulando a reconexão da população com o bioma original do território.

Dados publicados pela Fundação SOS Mata Atlântica indicam a importância de o projeto estar presente na grande metrópole: apenas cerca de 24% da cobertura original do bioma existe no país, sendo pouco mais de 12% ainda preservado.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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