Entenda por que conflito no Oriente Médio pode encarecer combustíveis no Brasil

Alerta foi feito pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que vislumbra cenário de instabilidade para diversos países

Augusto Araújo Augusto Araújo -
Funcionária de posto de gasolina que ajudava motoristas e foi demitida terá de indenizar estabelecimento combustíveis
Imagem mostra bombas de combustível. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O aprofundamento do conflito no Oriente Médio pode impactar diretamente o mercado global de petróleo e gás natural e, consequentemente, pressionar os preços dos combustíveis no Brasil.

O alerta é do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), em nota divulgada nesta semana, segundo informações da Agência Brasil.

De acordo com o instituto, um dos principais fatores de preocupação é a possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz.

Essa rota é considerada estratégica, visto que cerca de 25% do petróleo exportado no mundo circula por ela.

Além disso, por lá passam grandes volumes de gás natural produzidos por países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã.

Para o IBP, a interrupção do fluxo na região pode provocar mudanças significativas no nível dos preços internacionais do petróleo e do gás natural.

Além disso, eventuais bloqueios ou ataques à infraestrutura energética podem causar severas interrupções no abastecimento, afetando principalmente grandes economias asiáticas, como China, Índia e Japão.

“A perda de competitividade dessas economias e a pressão sobre os preços do petróleo e gás natural são consequências diretas caso as hostilidades se prolonguem”, destaca a entidade.

Reflexos no Brasil

Porém, em meio ao cenário de instabilidade geopolítica, o Brasil pode acabar se tornando um fornecedor seguro e confiável de combustíveis, em um ambiente de negócios considerado estável.

Segundo o IBP, o país tem capacidade de oferecer petróleo de excelente qualidade, com baixo teor de enxofre e menor emissão de carbono.

Atualmente, o Brasil é o 9º maior exportador mundial de petróleo e destina cerca de 67% do volume exportado para o mercado asiático. O país também vem ampliando sua produção nos últimos anos.

Defesa de novos investimentos

Diante das incertezas externas, o IBP defendeu também a manutenção de investimentos constantes em exploração e produção, incluindo a abertura de novas fronteiras, como a Margem Equatorial.

Segundo a entidade, a estratégia é fundamental para garantir segurança energética, ampliar a oferta exportadora e evitar que o Brasil volte à condição de importador de petróleo na próxima década.

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Augusto Araújo

Augusto Araújo

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás, é editor do Portal 6. Já atuou em veículos como o Jornal Opção e tem experiência em assessoria de comunicação. Apaixonado por esportes, preza pela apuração rigorosa, pela clareza na informação e pelo compromisso com o interesse público.

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