Ar-condicionado ou janela aberta: qual gasta menos gasolina, segundo especialistas
Uma dúvida comum entre motoristas pode mudar hábitos simples durante trajetos diários de carro
Com o aumento constante do preço da gasolina no Brasil, muitos motoristas procuram estratégias simples para reduzir o consumo de combustível no dia a dia.
Entre as dúvidas mais comuns está a escolha entre ligar o ar-condicionado ou manter as janelas abertas durante a condução.
Embora muita gente acredite que desligar o ar sempre economiza combustível, especialistas em engenharia automotiva afirmam que a resposta depende principalmente da velocidade do veículo e das condições de uso.
O motivo está no funcionamento do próprio sistema do carro. Quando o ar-condicionado é ligado, um compressor acionado pelo motor passa a trabalhar para resfriar o interior do veículo.
Esse esforço adicional exige mais energia, o que faz o motor consumir mais combustível. O uso do ar pode aumentar o consumo entre cerca de 5% e 10% em condições normais, podendo chegar a percentuais maiores dependendo do modelo do carro e da intensidade do uso.
Por outro lado, dirigir com as janelas abertas também tem impacto no consumo. Quando os vidros estão abaixados, o carro perde eficiência aerodinâmica, criando maior resistência do ar contra o veículo.
Isso obriga o motor a trabalhar mais para manter a mesma velocidade, o que também eleva o gasto de combustível.
Em velocidades mais altas, especialmente acima de aproximadamente 70 km/h a 80 km/h, especialistas apontam que esse arrasto pode aumentar o consumo mais do que o próprio ar-condicionado ligado.
Diante disso, a recomendação técnica costuma seguir uma lógica simples: em velocidades baixas, típicas do trânsito urbano, abrir as janelas tende a ser mais econômico porque o impacto aerodinâmico é pequeno.
Já em rodovias ou deslocamentos rápidos, manter os vidros fechados e utilizar o ar-condicionado pode ser a alternativa mais eficiente.
Assim, segundo os especialistas do setor automotivo, a melhor escolha não é fixa, ela depende da velocidade, do tipo de trajeto e até das características do próprio veículo.
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