Idoso de 86 anos recusa oferta de R$ 76 milhões por sua propriedade para instalação de centro de dados de IA e fecha negócio por conta própria

Fazendeiro rejeita US$ 15 milhões por data center e aceita US$ 1,9 milhão para garantir preservação permanente de suas terras

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Idoso de 86 anos recusa oferta de R$ 76 milhões por sua propriedade para instalação de centro de dados de IA e fecha negócio por conta própria
(Imagem: Captura/YouTube/FOX 43 News)

Uma proposta milionária envolvendo tecnologia de ponta colocou um fazendeiro de 86 anos no centro de um debate cada vez mais comum nos Estados Unidos: vender terras para grandes projetos ou preservar a tradição agrícola. No fim, a escolha surpreendeu.

Mervin Raudabaugh, agricultor há cerca de 70 anos, recebeu uma oferta superior a US$ 15 milhões por aproximadamente 105 hectares de suas fazendas, localizadas na Pensilvânia.

O objetivo dos investidores era transformar a área em um grande centro de dados voltado à inteligência artificial. Apesar do valor expressivo, ele recusou.

Decisão vai além do dinheiro

Segundo o fazendeiro, a proposta não compensava a perda do que construiu ao longo de décadas. A propriedade, onde trabalhou por cerca de 50 anos, representa mais do que um ativo financeiro — é parte da sua história.

Em vez de aceitar a venda, ele optou por um caminho diferente. Em dezembro de 2025, firmou um acordo com o Lancaster Farmland Trust, organização voltada à preservação de áreas agrícolas.

O negócio garantiu cerca de US$ 1,9 milhão, valor bem inferior à proposta inicial, mas com uma condição essencial: a terra nunca poderá ser utilizada para construções ou fins não agrícolas.

Pressão por tecnologia avança sobre áreas rurais

O caso acontece em um momento de expansão acelerada de data centers nos Estados Unidos. Com a crescente demanda por infraestrutura digital, empresas buscam grandes extensões de terra, muitas vezes em regiões rurais.

Esses projetos exigem espaço para instalações elétricas, sistemas de resfriamento e estruturas operacionais, o que aumenta a pressão sobre propriedades agrícolas.

A decisão de Raudabaugh ganhou repercussão justamente por ir na contramão dessa tendência. Ao abrir mão de milhões, ele garantiu a preservação permanente da área.

Para o fazendeiro, a escolha foi clara: manter viva a terra que construiu sua trajetória, mesmo diante de uma oferta difícil de ignorar.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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