Idoso de 86 anos recusa oferta de R$ 76 milhões por sua propriedade para instalação de centro de dados de IA e fecha negócio por conta própria
Fazendeiro rejeita US$ 15 milhões por data center e aceita US$ 1,9 milhão para garantir preservação permanente de suas terras

Uma proposta milionária envolvendo tecnologia de ponta colocou um fazendeiro de 86 anos no centro de um debate cada vez mais comum nos Estados Unidos: vender terras para grandes projetos ou preservar a tradição agrícola. No fim, a escolha surpreendeu.
Mervin Raudabaugh, agricultor há cerca de 70 anos, recebeu uma oferta superior a US$ 15 milhões por aproximadamente 105 hectares de suas fazendas, localizadas na Pensilvânia.
O objetivo dos investidores era transformar a área em um grande centro de dados voltado à inteligência artificial. Apesar do valor expressivo, ele recusou.
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Decisão vai além do dinheiro
Segundo o fazendeiro, a proposta não compensava a perda do que construiu ao longo de décadas. A propriedade, onde trabalhou por cerca de 50 anos, representa mais do que um ativo financeiro — é parte da sua história.
Em vez de aceitar a venda, ele optou por um caminho diferente. Em dezembro de 2025, firmou um acordo com o Lancaster Farmland Trust, organização voltada à preservação de áreas agrícolas.
O negócio garantiu cerca de US$ 1,9 milhão, valor bem inferior à proposta inicial, mas com uma condição essencial: a terra nunca poderá ser utilizada para construções ou fins não agrícolas.
Pressão por tecnologia avança sobre áreas rurais
O caso acontece em um momento de expansão acelerada de data centers nos Estados Unidos. Com a crescente demanda por infraestrutura digital, empresas buscam grandes extensões de terra, muitas vezes em regiões rurais.
Esses projetos exigem espaço para instalações elétricas, sistemas de resfriamento e estruturas operacionais, o que aumenta a pressão sobre propriedades agrícolas.
A decisão de Raudabaugh ganhou repercussão justamente por ir na contramão dessa tendência. Ao abrir mão de milhões, ele garantiu a preservação permanente da área.
Para o fazendeiro, a escolha foi clara: manter viva a terra que construiu sua trajetória, mesmo diante de uma oferta difícil de ignorar.
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