Mais um aeroporto fora do eixo Rio-São Paulo-DF ganha voo direto para a Europa
Saiba como a nova logística aérea promete transformar o turismo em regiões tradicionalmente esquecidas

O cenário da aviação comercial brasileira atinge um marco histórico de descentralização com o anúncio da primeira ligação aérea direta e regular entre o Paraná e o continente europeu.
A partir de 2 de julho de 2026, o Aeroporto Internacional Afonso Pena, situado na Região Metropolitana de Curitiba, passará a operar rotas sem escalas para Lisboa, em Portugal.
A iniciativa liderada pela companhia aérea TAP Air Portugal quebra a hegemonia do eixo Rio-São Paulo-Brasília em voos transatlânticos e posiciona a capital paranaense como um hub estratégico para o Sul do Brasil.
O objetivo da expansão é atender a uma demanda crescente de passageiros que, até então, dependiam de conexões domésticas morosas para cruzar o oceano, otimizando o tempo de viagem em até quatro horas.
A operação contará com três frequências semanais, com partidas programadas para as terças, quintas e domingos, utilizando o Aeroporto Humberto Delgado como porta de entrada em terras lusitanas.
Para sustentar a rota, a companhia escalou aeronaves Airbus A330-200, configuradas com tecnologia de ponta para garantir conforto e eficiência em trajetos de longa duração.
De acordo com fontes oficiais da CCR Aeroportos, concessionária que administra o terminal, e do Governo do Estado do Paraná, o voo direto é resultado de um intenso trabalho de incentivo fiscal sobre o querosene de aviação e investimentos em infraestrutura de pista e alfandegamento, permitindo que o estado receba aeronaves de grande porte com plena segurança operacional.
A novidade já movimenta o mercado turístico e corporativo, com bilhetes disponíveis para comercialização em canais oficiais abrangendo o calendário de julho a dezembro de 2026.
Além de facilitar o acesso de paranaenses e catarinenses à Europa, a rota deve inverter o fluxo, atraindo investidores e turistas europeus diretamente para os atrativos da região Sul, como as Cataratas do Iguaçu e o polo industrial curitibano.
No desfecho desta implementação, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) projeta que a consolidação deste trecho incentive outras operadoras internacionais a olharem para terminais regionais brasileiros, fortalecendo a economia nacional por meio da conectividade global direta e competitiva.
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