Daniel Vilela confirma subsídio e Goiás passa a arcar com R$ 0,60 por litro para segurar preço nas bombas
Adesão já havia sido antecipada no fim de março, quando o governador defendeu a necessidade de evitar novos aumentos ao consumidor

O governador Daniel Vilela (MDB) confirmou nesta sexta-feira (17) a adesão de Goiás ao Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis, criado pelo Governo Federal para conter a alta do diesel no país.
Com a decisão, o Estado passa a arcar com R$ 0,60 por litro de óleo diesel dentro do programa, que prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro, dividido igualmente entre União e estados.
A medida foi instituída por meio da Medida Provisória nº 1.349, de 7 de abril de 2026, e regulamentada pelo Decreto nº 12.931, de 15 de abril de 2026. O objetivo é oferecer apoio temporário a importadores de diesel e reduzir a pressão sobre os preços nas bombas.
Em publicação nas redes sociais, o Daniel destacou o peso do combustível na economia goiana e afirmou que a iniciativa busca garantir o abastecimento e reduzir impactos no bolso da população.
Pelas regras do acordo, a participação financeira do Estado será feita por meio da retenção de recursos no Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), com recomendação técnica de desconto automático.
A adesão já havia sido antecipada no fim de março, quando o governador defendeu a necessidade de evitar novos aumentos ao consumidor, já que o diesel tem impacto direto no transporte rodoviário e nos custos da cadeia produtiva.
A decisão foi tomada após articulação com a equipe econômica do Governo Federal. Estudo da Secretaria da Economia de Goiás indica que o Estado poderá destinar até R$ 107,2 milhões para o subsídio até 31 de maio de 2026.
O governo estadual aponta que a medida considera o cenário de instabilidade no mercado internacional de petróleo, agravado pela guerra no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção global.
A avaliação é de que o subsídio pode ajudar a conter a inflação, garantir o abastecimento e reduzir impactos nos setores produtivos, especialmente transporte e agropecuária, mantendo caráter temporário.
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