Motivo da discussão que terminou na morte de jornalista em Goiânia é revelado pela Polícia Civil
Novos detalhes da investigação ajudam a esclarecer a dinâmica do crime ocorrido em apartamento no Setor Bueno

A Polícia Civil (PC) revelou um novo detalhe sobre a investigação da morte do jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros, ocorrida na última sexta-feira (24), em um apartamento no Setor Bueno, em Goiânia.
Segundo o delegado Vinícius Teles, o desentendimento que antecedeu o crime teria começado porque a dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, presa preventivamente pelo caso, queria que o jornalista desocupasse o imóvel, que era de sua propriedade.
Em entrevista à TV Anhanguera, o delegado explicou que a informação foi apresentada pelas duas testemunhas ouvidas durante a investigação.
“Segundo as duas testemunhas, houve um desentendimento porque a suposta autora, que era proprietária do apartamento, desejava a sua restituição, uma vez que havia emprestado o imóvel para que a vítima permanecesse ali por um determinado período”, afirmou Vinícius Teles.
Uma das testemunhas é Márcia Maria Carolli, companheira de Renata, que também estava no apartamento. Conforme o delegado relatou à emissora, ela tentou impedir a agressão e acabou ferida no ombro e no antebraço ao segurar a mão da suspeita durante o ataque.
Márcia também contou que Delson e Renata correram pelo corredor do edifício. Segundo o depoimento, a dentista ainda perseguiu o jornalista por alguns instantes, mas retornou ao apartamento e se trancou.
Já Delson desceu até o quinto andar, onde caiu e morreu antes da chegada do socorro.
Relembre o caso
Delson Carlos foi morto na noite de sexta-feira (24), dentro do apartamento onde morava, no Setor Bueno.
Após o crime, Renata permaneceu trancada no apartamento e foi retirada do local após uma intervenção do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Ela foi autuada por homicídio, permaneceu em silêncio durante o interrogatório e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva na audiência de custódia.
A Defensoria Pública de Goiás, responsável pela defesa da investigada, informou ao g1 que não irá comentar o caso.
O Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO) afirmou que acompanha a investigação e permanece à disposição das autoridades.
Companheiro de Delson lamenta a situação
Em entrevista ao g1, o companheiro de Delson, Warley Oliveira, contou que os dois estavam juntos havia mais de 20 anos e que o jornalista sonhava em construir uma casa no Aldeia do Valle, expandir a revista e o portal que comandava e realizar o desejo de ser pai.
Segundo ele, o casal já havia escolhido o nome Benjamin para o futuro filho.
Warley também descreveu Delson como uma pessoa generosa, sempre disposta a ajudar quem precisava e ressaltou que, apesar do temperamento forte em algumas situações, o jornalista costumava resolver os conflitos com diplomacia e preservar as amizades.
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