Tarja branca, amarela, preta ou vermelha: veja a diferença e o que cada cor significa nos medicamentos, segundo farmacêuticos

Códigos nas embalagens dos medicamentos ajudam a identificar regras de venda e cuidados necessários; veja qual o que cada cor indica

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Joédson Alves/Agência Brasil
(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

Abrir a gaveta de medicamentos e encontrar embalagens com cores diferentes pode causar dúvidas. As tarjas, porém, não são apenas detalhes visuais: elas indicam regras de comercialização e ajudam farmacêuticos a orientar o uso seguro.

Embora seja comum falar em “tarja branca”, a classificação oficial é remédio sem tarja. Já as faixas amarela, vermelha e preta apresentam significados distintos.

Sem tarja

Medicamentos sem tarja são, em geral, isentos de prescrição. Eles podem ser comprados sem receita e costumam ser indicados para problemas considerados não graves, como sintomas leves e passageiros.

Ainda assim, isso não significa ausência de riscos. Doses incorretas, interações com outros remédios e o uso prolongado podem causar efeitos adversos ou esconder doenças que precisam de avaliação médica.

Tarja amarela

A tarja amarela, por sua vez, identifica os medicamentos genéricos. A embalagem também apresenta a letra “G” e o nome do princípio ativo.

Segundo a Anvisa, o genérico possui eficácia e segurança equivalentes às do medicamento de referência. A faixa amarela não determina o nível de controle: um genérico também pode apresentar tarja vermelha ou preta.

Tarja vermelha

A tarja vermelha sinaliza que o medicamento precisa de prescrição. Dependendo da substância, a receita pode ser apenas apresentada ou ficar retida na farmácia.

Antibióticos e alguns medicamentos de controle especial estão entre os produtos cuja receita precisa ser retida. A embalagem deve informar claramente essa exigência.

Tarja preta

Já a tarja preta identifica medicamentos submetidos a controle mais rigoroso. Muitos agem no sistema nervoso central e podem provocar dependência, tolerância, abstinência e outros efeitos graves quando usados sem acompanhamento.

A aquisição exige receita específica, que fica retida no estabelecimento. Farmacêuticos reforçam que a cor da embalagem orienta a dispensação, mas não substitui a leitura da bula nem a avaliação de um profissional de saúde.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias