Feirante começou a vender pastel em 1997 porque o marido ficou desempregado, fabrica a própria massa e prepara mais de 50 recheios, e hoje banca com a barraca as duas mensalidades de Medicina das filhas
Barraca criada após o desemprego do marido virou o sustento da família e hoje financia o sonho de duas filhas na faculdade de medicina

Uma decisão tomada em um momento de dificuldade acabou mudando o futuro de uma família inteira. Em 1997, depois que o marido ficou desempregado, Marly Moreira Silvestre resolveu abrir uma barraca de pastéis em uma feira de Palmas (TO).
Quase três décadas depois, o negócio não apenas continua sendo a principal fonte de renda da família, como também financia a faculdade de medicina das duas filhas.
Atualmente, Tallyta, de 29 anos, e Fernanda, de 27, cursam medicina em uma universidade particular da capital tocantinense. As duas estão no quinto período da graduação e veem no trabalho da mãe a principal razão para a realização desse sonho.
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Pastelaria nasceu por necessidade
Marly cresceu ajudando os pais no comércio de hortifrúti em Porto Nacional (TO), mas foi apenas após o nascimento da primeira filha que decidiu empreender.
Sem emprego e precisando sustentar a família, o casal apostou na venda de pastéis na feira da 304 Sul. Segundo a comerciante, ela foi a primeira feirante a oferecer o produto no local, iniciando as atividades em agosto de 1997.
O que começou como uma alternativa para superar uma crise financeira acabou conquistando uma clientela fiel e se transformou em um negócio consolidado.
Mais de 50 sabores e produção própria
Com o passar dos anos, a pastelaria cresceu. Hoje, Marly produz a própria massa, oferece mais de 50 opções de recheios e também fornece a massa para outros comerciantes.
Entre os sabores preferidos dos clientes estão os pastéis de carne com queijo e de frango com guariroba.
Durante a pandemia, o empreendimento também passou a vender esfihas abertas, ampliando o cardápio e aumentando a renda da família.
Trabalho ajuda a manter o sonho das filhas
Segundo Marly, todas as mensalidades da faculdade são pagas com o dinheiro obtido na pastelaria. A família ainda busca alternativas de financiamento para aliviar os custos da graduação, mas até agora o negócio tem sido suficiente para manter as contas em dia.
Ela conta que procura aproveitar o desconto oferecido pela instituição para pagamentos realizados dentro do prazo, reduzindo parte das despesas.
Esforço reconhecido pelas futuras médicas
Além de estudarem, Tallyta e Fernanda ajudam na barraca sempre que possível. Depois das aulas, elas seguem para a feira para colaborar com o funcionamento do negócio.
Para Fernanda, a trajetória da mãe sempre foi motivo de inspiração. Ela lembra que cresceu vendo Marly acordar ainda de madrugada, enfrentar dias de sol e chuva e nunca desistir do trabalho.
A futura médica também destaca a importância dos clientes que acompanham a família há muitos anos e afirma que eles fizeram parte da caminhada que tornou possível o sonho de cursar medicina.
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