Bandeja preta, vermelha ou amarela: o que cada cor significa no açougue do supermercado e qual costuma esconder os cortes mais caros
Um detalhe que passa despercebido na geladeira pode revelar a estratégia usada para conduzir a escolha antes mesmo de o consumidor olhar o preço

Quem observa a geladeira de carnes de um supermercado pode encontrar o mesmo tipo de produto acomodado em bandeja preta, vermelhas, amarela ou branca.
A diferença parece meramente estética, mas algumas redes utilizam as cores para separar linhas, destacar determinados cortes e influenciar a percepção do consumidor.
Não existe, porém, uma regra universal. No Brasil, a cor da bandeja não funciona como classificação oficial de qualidade, frescor ou procedência da carne.
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O que as cores costumam indicar
Em estratégias adotadas por alguns supermercados, a bandeja preta aparece na apresentação de carnes consideradas premium, cortes selecionados ou produtos com maior valor agregado.
É justamente nela que podem surgir os cortes mais caros da geladeira. O fundo escuro cria contraste com a carne e ajuda a transmitir uma aparência mais sofisticada.
Já a bandeja amarela pode aparecer em linhas de consumo cotidiano, promoções e produtos de menor preço. A vermelha, por sua vez, costuma acompanhar carnes tradicionais ou linhas padrão.
Essas associações, contudo, podem mudar completamente entre estabelecimentos. Um supermercado pode usar bandeja preta para praticamente todas as carnes, enquanto outro pode criar seu próprio código interno.
Por isso, pagar mais apenas por causa da cor do recipiente não significa necessariamente levar um corte melhor.
O que realmente precisa ser observado
Antes da bandeja, vale conferir a etiqueta. Nome do corte, peso, preço por quilo, validade, lote, origem e condições de conservação são informações muito mais úteis para a compra.
A embalagem também precisa estar íntegra e adequadamente refrigerada.
No caso da carne bovina, o marmoreio pode ajudar a identificar cortes com maior quantidade de gordura intramuscular. Essas pequenas linhas de gordura influenciam sabor e suculência, embora a quantidade desejável dependa do corte e do preparo.
A tonalidade da carne também não deve ser analisada isoladamente, já que o contato com oxigênio e o tipo de embalagem podem modificar sua aparência.
Depois da compra, outros detalhes interferem no resultado. Até o momento de colocar sal na carne pode modificar a superfície antes do preparo.
Da mesma forma, um erro comum durante o churrasco pode deixar a carne seca, mesmo quando o corte escolhido é mais caro.
Até a maneira de servir importa: cortar a carne no sentido errado das fibras pode deixá-la mais difícil de mastigar.
Assim, se houver uma pista visual de onde estão os produtos que o supermercado pretende posicionar como mais sofisticados, ela costuma ser a bandeja preta. A decisão de compra, entretanto, deve continuar sendo feita pela carne e pelas informações do rótulo, e não pela cor que está embaixo dela.
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