Falta remédios na rede pública de Goiânia, denuncia Sindicato de Trabalhadores da Saúde

Entidade aponta escassez de medicamentos como buscopan e dipirona. Secretaria diz que problema é pontual e atinge todo o país

Emilly Viana -
Questão incide na piora das condições de trabalho dos servidores, segundo a entidade. (Foto: Leticia Moreira / Folhapress)

A falta de medicamentos em unidades de saúde de Goiânia é crônica e tem se intensificado nos últimos meses. A denúncia é da presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde-GO), Néia Vieira.

Em visita aos Centros de Atenção Integrada à Saúde (CAIS) do Jardim Novo Mundo e Parque das Amendoeiras, na última terça-feira (28), a representante conta que notou escassez de remédios como excitalopran, buscopan, dipirona e insulina R. O Centro de Saúde (CS) do Conjunto Riviera, onde a situação se repetiu, também foi avaliado na data.

Além das medicações, Néia Viera relata que há falta de insumos como abocaths nº 22 e 24, espécie de cateteres utilizados para administrar soroterapia medicamentosa. “Notamos uma carência muito grande, de modo que não daria para finalizar o mês com o contingente. É uma questão crônica, que vem de muito tempo, e piorou de alguns meses para cá”, aponta.

A presidente do Sindsaúde diz que levou a demanda ao secretário de Saúde de Goiânia, Durval Pedroso, mas não houve resposta. “Encontrei com o titular recentemente na Câmara de Vereadores, quando ele esteve em plenário, e pedi um retorno sobre esse problema. Mas não fomos atendidos”, expõe.

A questão, segundo ela, repercute ainda na piora das condições de trabalho dos servidores. “Estamos nesta linha de frente e queremos uma posição até para orientar as pessoas que buscam os remédios. Nós nos colocamos no lugar desse paciente ou familiar, que está em uma situação desesperadora, e sofremos com o estresse e agressividade que pode vir a acontecer neste momento”, revela.

Posicionamento

Em nota ao Portal 6, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) defende que a falta de medicamentos tem ocorrido de forma pontual como em todo o país. As principais causas são os altos custos de produção e a falta de matéria prima.

Já sobre os remédios citados pela presidente do Sindsaúde, a pasta informa que o excitalopran não é mais distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiânia. Buscopam, dipirona e insulina R, segundo o comunicado, estão com estoque regular e não há registro de falta.

Quanto ao insumos citados, a SMS alega que os abocaths 22 e 24 estão em processo de compra, mas que não há prejuízos para os usuários do SUS, uma vez que os insumos são substituídos por outros números.

A pasta, contudo, não se posicionou a respeito das demandas levadas até o secretário pelo Sindsaúde, que, de acordo com o sindicato, foram ignoradas.

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