Anvisa retira do mercado um dos medicamentos mais consumidos do Brasil por suspeita de adulteração

Agência determinou medida preventiva após identificar irregularidades em produto amplamente utilizado no país

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Anvisa retira do mercado um dos medicamentos mais consumidos do Brasil por suspeita de adulteração
(Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de lotes de um dos medicamentos mais consumidos no Brasil, o paracetamol associado ao fosfato de codeína, após identificar suspeita de adulteração na composição. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e tem caráter preventivo.

Segundo a Anvisa, análises apontaram variações fora do padrão permitido na quantidade de codeína presente em determinados lotes do medicamento, o que configura desconformidade com as normas sanitárias.

Lotes atingidos pela determinação da Anvisa

De acordo com a agência reguladora, o recolhimento envolve medicamentos fabricados pela Geolab Indústria Farmacêutica S/A, produzidos a partir de 28 de janeiro de 2025, nas seguintes apresentações e lotes:

Paracetamol + Fosfato de Codeína 500 mg + 7,5 mg:

  • cartela blister com 12 comprimidos
  • cartela blister com 24 comprimidos
  • caixa com 96 comprimidos (uso hospitalar)
  • caixa com 480 comprimidos (uso hospitalar)

Paracetamol + Fosfato de Codeína 500 mg + 30 mg:

  • cartela blister com 12 comprimidos
  • cartela blister com 24 comprimidos
  • cartela blister com 36 comprimidos
  • caixa com 96 comprimidos (uso hospitalar)
  • caixa com 480 comprimidos (uso hospitalar)

A Anvisa esclarece que a medida não se aplica a todos os lotes do medicamento, mas apenas àqueles produzidos dentro do período identificado com irregularidade.

Farmácias devem suspender a venda imediatamente

Com a determinação, farmácias, drogarias e distribuidoras devem interromper imediatamente a comercialização dos lotes citados. Os produtos precisam ser separados e seguir o procedimento de recolhimento orientado pelo fabricante e pela Anvisa.

Consumidores que adquiriram o medicamento devem verificar a data de fabricação e a apresentação descritas na embalagem.

Orientação para pacientes

A Anvisa orienta que pacientes não interrompam o tratamento por conta própria. Afinal, quem faz uso do medicamento deve procurar um médico ou farmacêutico para avaliar a substituição por outro analgésico seguro.

Até o momento, não há confirmação oficial de eventos adversos graves associados aos lotes recolhidos, mas a medida visa reduzir qualquer risco à saúde pública.

Investigação continua

A investigação segue em andamento para apurar as causas da irregularidade na fabricação. Além disso, caso identifiquem novas falhas, a Anvisa poderá adotar outras medidas sanitárias, incluindo sanções ao fabricante.

Contudo, a agência reforça que informações oficiais devem ser acompanhadas apenas por seus canais institucionais.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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