Anvisa retira do mercado um dos medicamentos mais consumidos do Brasil por suspeita de adulteração
Agência determinou medida preventiva após identificar irregularidades em produto amplamente utilizado no país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de lotes de um dos medicamentos mais consumidos no Brasil, o paracetamol associado ao fosfato de codeína, após identificar suspeita de adulteração na composição. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e tem caráter preventivo.
Segundo a Anvisa, análises apontaram variações fora do padrão permitido na quantidade de codeína presente em determinados lotes do medicamento, o que configura desconformidade com as normas sanitárias.
Lotes atingidos pela determinação da Anvisa
De acordo com a agência reguladora, o recolhimento envolve medicamentos fabricados pela Geolab Indústria Farmacêutica S/A, produzidos a partir de 28 de janeiro de 2025, nas seguintes apresentações e lotes:
Paracetamol + Fosfato de Codeína 500 mg + 7,5 mg:
- cartela blister com 12 comprimidos
- cartela blister com 24 comprimidos
- caixa com 96 comprimidos (uso hospitalar)
- caixa com 480 comprimidos (uso hospitalar)
Paracetamol + Fosfato de Codeína 500 mg + 30 mg:
- cartela blister com 12 comprimidos
- cartela blister com 24 comprimidos
- cartela blister com 36 comprimidos
- caixa com 96 comprimidos (uso hospitalar)
- caixa com 480 comprimidos (uso hospitalar)
A Anvisa esclarece que a medida não se aplica a todos os lotes do medicamento, mas apenas àqueles produzidos dentro do período identificado com irregularidade.
Farmácias devem suspender a venda imediatamente
Com a determinação, farmácias, drogarias e distribuidoras devem interromper imediatamente a comercialização dos lotes citados. Os produtos precisam ser separados e seguir o procedimento de recolhimento orientado pelo fabricante e pela Anvisa.
Consumidores que adquiriram o medicamento devem verificar a data de fabricação e a apresentação descritas na embalagem.
Orientação para pacientes
A Anvisa orienta que pacientes não interrompam o tratamento por conta própria. Afinal, quem faz uso do medicamento deve procurar um médico ou farmacêutico para avaliar a substituição por outro analgésico seguro.
Até o momento, não há confirmação oficial de eventos adversos graves associados aos lotes recolhidos, mas a medida visa reduzir qualquer risco à saúde pública.
Investigação continua
A investigação segue em andamento para apurar as causas da irregularidade na fabricação. Além disso, caso identifiquem novas falhas, a Anvisa poderá adotar outras medidas sanitárias, incluindo sanções ao fabricante.
Contudo, a agência reforça que informações oficiais devem ser acompanhadas apenas por seus canais institucionais.
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