Esse hábito com o carregador pode pesar na sua conta de luz e você nem percebe
Consumo invisível acontece mesmo sem o celular conectado e, ao longo do tempo, pode encarecer a conta de energia
Ele fica ali, discreto, encostado na parede, sem fazer barulho e sem chamar atenção. Mas o carregador esquecido na tomada pode estar trabalhando — e cobrando — todos os dias. Embora pareça um detalhe irrelevante da rotina, esse hábito comum contribui para um gasto contínuo de energia que passa despercebido na maioria das casas.
Mesmo quando o celular não está conectado, o carregador segue consumindo eletricidade. Isso acontece porque seus circuitos internos permanecem ativos, prontos para iniciar o carregamento a qualquer momento.
Esse tipo de uso é conhecido como consumo em espera, ou “consumo fantasma”, e está presente na maioria dos carregadores modernos.
Isoladamente, o impacto parece pequeno. Um único carregador ligado o tempo todo pode representar um gasto mensal baixo, na casa de poucos reais.
O problema surge quando esse comportamento se repete por meses — ou anos — e se soma a outros aparelhos que também ficam em modo de espera, como televisores, micro-ondas e computadores.
Em uma estimativa média, um carregador mantido constantemente na tomada pode gerar um custo anual que chega a algumas dezenas de reais.
Em casas com vários moradores, onde três, quatro ou até cinco carregadores ficam conectados ao mesmo tempo, esse valor cresce de forma silenciosa, podendo ultrapassar a casa dos R$ 100 por ano sem que ninguém perceba de onde veio o aumento.
O que torna esse gasto ainda mais traiçoeiro é o fato de ele não aparecer de forma clara na rotina. Não há um aparelho ligado, nem luz acesa. Ainda assim, a energia está sendo consumida 24 horas por dia.
Evitar esse desperdício não exige grandes mudanças. Tirar o carregador da tomada quando não estiver em uso é a medida mais simples e eficaz.
Outra alternativa prática é o uso de filtros de linha com botão liga e desliga, que permitem cortar o fornecimento de energia de vários dispositivos ao mesmo tempo.
Também ajuda evitar deixar carregadores conectados durante a noite, substituir modelos muito antigos por versões mais eficientes e reduzir, sempre que possível, o número de aparelhos ligados sem necessidade.
No fim das contas, o carregador esquecido na tomada é apenas um exemplo de como pequenos hábitos cotidianos se acumulam. Sozinho, ele parece inofensivo. Somado a outros desperdícios silenciosos, porém, acaba pesando no bolso — mesmo sem dar nenhum sinal.
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