Estudo revela que uso prolongado de remédio para dormir pode afetar o bem-estar de idosos
Consumo contínuo desses medicamentos está associado a prejuízos cognitivos, maior risco de quedas e redução da qualidade de vida na terceira idade

Dormir bem é uma necessidade básica, especialmente com o avanço da idade. No entanto, o uso frequente de medicamentos para induzir o sono pode trazer consequências que vão além das noites mal dormidas, segundo uma pesquisa internacional recente.
O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos Estados Unidos, e publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas. A análise avaliou os efeitos do uso prolongado de medicamentos para dormir em adultos acima dos 50 anos.
Os pesquisadores observaram que o consumo contínuo de remédios como benzodiazepínicos e outros hipnóticos está associado a impactos negativos no bem-estar de idosos. Entre os efeitos mais comuns estão prejuízos cognitivos, lapsos de memória, confusão mental e dificuldade de concentração ao longo do tempo.
Além disso, o estudo identificou um aumento significativo no risco de quedas entre idosos que fazem uso regular desses medicamentos. Esse fator preocupa especialistas, já que quedas nessa faixa etária estão diretamente ligadas a fraturas, hospitalizações e perda de autonomia.
Os dados também indicam que, embora esses remédios possam ajudar no início do tratamento da insônia, o uso prolongado tende a gerar dependência e redução da eficácia. Com o passar do tempo, muitos pacientes precisam de doses maiores para obter o mesmo efeito.
Segundo a pesquisa, idosos que reduziram gradualmente o uso dos medicamentos, sempre com acompanhamento médico, apresentaram melhora na qualidade de vida e menor comprometimento cognitivo em comparação aos que mantiveram o uso contínuo.
As conclusões reforçam recomendações médicas já existentes. Diretrizes internacionais indicam que remédios para dormir devem ser utilizados apenas por períodos curtos e em situações específicas, priorizando alternativas como ajustes na rotina, higiene do sono e acompanhamento especializado.
Os autores do estudo destacam que qualquer mudança no uso desses medicamentos deve ser feita com orientação profissional. A interrupção abrupta pode causar efeitos adversos, incluindo piora da insônia e sintomas de abstinência.
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