Este é o valor necessário para se ter na poupança e não precisar trabalhar em 2026

Planejamento financeiro, cálculo do custo de vida e uma reserva extra são essenciais para transformar o desejo em um plano viável

Isabella Valverde Isabella Valverde -
Este é o valor necessário para se ter na poupança e não precisar trabalhar em 2026
(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A ideia de passar um ano inteiro sem trabalhar costuma parecer distante, mas ela começa a se tornar concreta quando sai do campo do desejo e entra no território dos números. Em 2026, com o custo de vida pressionado pela inflação e um cenário econômico ainda instável, a pergunta central não é se o plano é possível, mas quanto dinheiro precisa estar guardado para atravessar 12 meses sem renda.

O primeiro passo é olhar para a própria vida com honestidade. Moradia, contas básicas, alimentação, transporte, saúde, lazer e despesas pequenas do dia a dia formam um valor mensal que muitas vezes passa despercebido. Esse montante, conhecido como custo de vida real, é o ponto de partida de qualquer cálculo. A lógica é direta: multiplicar esse gasto mensal por 12 meses.

Quem mantém um padrão de despesas em torno de R$ 3 mil por mês precisa ter aproximadamente R$ 36 mil disponíveis. Um custo mensal de R$ 5 mil exige algo perto de R$ 60 mil. Já quem vive com R$ 8 mil mensais deve considerar uma reserva de pelo menos R$ 96 mil para atravessar o ano com tranquilidade. Esses valores não incluem luxo, apenas a manutenção do padrão atual.

A escolha da poupança como destino desse dinheiro costuma estar ligada à segurança. Em 2026, com a taxa básica de juros ainda em níveis elevados, a aplicação deve continuar rendendo cerca de 0,5% ao mês, somada à Taxa Referencial, que segue próxima de zero.

O rendimento ajuda a preservar parte do valor ao longo do tempo, mas não é suficiente para gerar uma renda capaz de sustentar o ano apenas com juros. Ou seja, quem optar pela poupança deve estar preparado para consumir o capital guardado, e não viver apenas do rendimento.

Outro ponto decisivo é a criação de uma reserva de emergência à parte. Problemas de saúde, gastos inesperados ou mudanças de planos podem surgir ao longo do ano e comprometer o orçamento.

Especialistas recomendam separar o equivalente a três a seis meses adicionais de despesas, garantindo fôlego financeiro caso algo saia do previsto.

Passar um ano sem trabalhar em 2026 é um objetivo possível, mas depende menos de sonho e mais de organização. Ter clareza sobre os próprios gastos, definir um valor realista e contar com uma margem de segurança são passos fundamentais para que a experiência seja planejada — e não um risco financeiro difícil de reverter.

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Isabella Valverde

Isabella Valverde

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, com passagens por veículos como a TV Anhanguera, afiliada da TV Globo no estado. É editora do Portal 6 e especialista em SEO e mídias sociais, atuando na integração entre jornalismo de qualidade e estratégias digitais para ampliar o alcance e o engajamento das notícias.

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