Após aprovação do governo, mulheres que trabalham como domésticas ganham direito a R$ 2.057

Novo piso regional entra em vigor no Paraná e garante rendimento acima do mínimo nacional para trabalhadoras domésticas, acompanhando o custo de vida do estado

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Após aprovação do governo, mulheres que trabalham como domésticas ganham direito a R$ 2.057
(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Uma decisão do governo do Paraná passou a mudar, na prática, a realidade financeira de quem sustenta a rotina de milhares de lares no estado. Desde 2025, mulheres que atuam como empregadas domésticas passaram a ter garantido um salário mínimo regional mais alto, em uma medida que reconhece o peso do custo de vida local e a importância da categoria no mercado de trabalho.

Desde 1º de janeiro de 2025, está em vigor o novo piso regional estabelecido pela Resolução CETER nº 574/2025. Com a norma, o valor mínimo para as trabalhadoras domésticas foi fixado em R$ 2.057,59, quantia que supera com folga o salário mínimo nacional, atualmente em R$ 1.518. O reajuste foi pensado para acompanhar a inflação e a escalada de preços de despesas básicas, como alimentação, transporte e moradia.

A iniciativa faz parte de uma política estadual voltada à recomposição do poder de compra dos trabalhadores, buscando reduzir perdas acumuladas nos últimos anos. A proposta é ajustar os rendimentos à realidade econômica do Paraná, onde o custo de vida apresenta variações superiores à média nacional em alguns setores.

O novo piso não beneficia apenas as empregadas domésticas. Outras categorias também foram incluídas, como trabalhadores do comércio, profissionais administrativos e funcionários da área de manutenção. O modelo de salário regional tem justamente esse objetivo: diminuir as distorções entre o mínimo nacional e as condições econômicas específicas de cada estado.

A criação de pisos estaduais é amparada pela Lei Complementar nº 103/2000, que autoriza os governos locais a definirem valores próprios, desde que acima do mínimo federal. Com isso, o Paraná se soma a estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, que já adotam esse tipo de política há anos.

Atualmente, São Paulo mantém um piso regional de R$ 1.640, enquanto Santa Catarina chega a R$ 1.612,26, dependendo da função. Os números reforçam o argumento de que um único salário mínimo nacional nem sempre atende às diferentes realidades do país.

Para o governo paranaense, a elevação do piso tende a movimentar a economia local, ampliando o consumo e fortalecendo a circulação de renda. No caso das empregadas domésticas, a mudança representa um avanço na valorização profissional, além de maior estabilidade financeira. A expectativa é que o novo patamar salarial também estimule a formalização dos contratos e abra espaço para novas discussões sobre políticas salariais ao longo de 2025.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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