Genro é condenado a 17 anos de prisão por matar sogro a tiros em farmácia de Goiânia
Defesa alegou que jovem não tinha plena consciência dos atos no momento do crime, dizendo que pedirá redução da pena

Felipe Gabriel Jardim Gonçalves, que estava sendo julgado por matar o então sogro a tiros dentro de uma farmácia no Setor Bueno, em Goiânia, foi condenado a 17 anos e quatro meses de prisão.
O Tribunal do Júri aconteceu nesta segunda-feira (19), meses após ser interrompido em outubro, quando a sessão foi cancelada porque uma jurada passou mal durante os debates no plenário. O julgamento durou 17 horas, estendendo-se até a madrugada desta terça-feira (20).
O crime ocorreu em junho de 2022 e foi registrado por câmeras de segurança da farmácia, que pertencia à vítima João do Rosário Leão, de 63 anos.
Felipe Gabriel, hoje com 30 anos, foi julgado por homicídio qualificado e porte de arma de fogo. Ele foi absolvido pelo segundo.
A defesa discorda do resultado obtido, diz que irá recorrer da decisão e argumenta que o juiz teria violado a imparcialidade de quem preside o Tribunal do Júri, fazendo intervenções durante as falas das testemunhas.
Os advogados do réu também alegam semi-imputabilidade do jovem. Eles dizem que, segundo os laudos, Felipe não tinha condição de entender completamente o caráter ilícito das ações.
Horas antes do início do julgamento, a defesa havia emitido uma nota dizendo que contaria com profissionais de psicologia jurídica e psiquiatria forense, “com o objetivo de esclarecer o histórico de transtornos mentais que acometem o Sr. Felipe Gabriel ao longo de sua vida, bem como as condições psíquicas em que ele se encontrava no momento dos fatos”.
Em tempo
Câmeras registraram quando Felipe Gabriel entrou na farmácia do sogro e disparou contra o idoso, no dia 27 de junho de 2022. Depois de derrubá-lo, ele ainda pulou no balcão e continuou atirando.
Segundo a investigação, o genro teria feito isso após o policial aposentado registrar um boletim de ocorrência contra ele por agressão.
João do Rosário foi socorrido e levado em estado grave ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.
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