“Uma das piores coisas”: alerta sobre erro com água sanitária

Hábito comum durante a limpeza pode liberar gases tóxicos e transformar o banheiro em um ambiente perigoso

Layne Brito Layne Brito -
“Uma das piores coisas”: alerta sobre erro com água sanitária
(Foto: Ilustração/Youtube/Carlane com você)

Ela está presente em quase todas as casas e costuma ser sinônimo de limpeza pesada. Justamente por isso, a água sanitária acaba sendo usada de forma automática — e, muitas vezes, perigosa. Um erro simples, repetido por hábito, pode colocar a saúde em risco sem que a pessoa perceba.

O alerta vem da professora de química Fernanda Garcia ao Tudo Gostoso, que chama atenção para um dos equívocos mais graves cometidos durante a limpeza doméstica: o uso inadequado da água sanitária, especialmente quando misturada com outros produtos.

O problema não está no produto em si, mas na forma como ele é utilizado. A água sanitária tem como principal componente o hipoclorito de sódio, uma substância eficiente na desinfecção quando usada sozinha e corretamente diluída. O perigo surge no momento em que ela é combinada com outros itens comuns da limpeza.

Misturar água sanitária com desinfetantes, limpadores perfumados, detergentes ou produtos multiuso pode provocar reações químicas indesejadas.

Nessas combinações, há liberação de gases tóxicos que nem sempre têm cheiro forte imediato, o que cria uma falsa sensação de segurança durante a limpeza.

Entre os erros mais comuns estão a mistura de produtos “para reforçar a limpeza”, o uso da água sanitária pura e a limpeza de ambientes fechados sem ventilação adequada.

Ao contrário do que muitos pensam, essas práticas não aumentam a eficácia — apenas elevam o risco.

A exposição a esses vapores pode causar sintomas como tontura, dor de cabeça, enjoo, irritação nos olhos e dificuldade para respirar.

Em situações mais graves, há risco de queimaduras nas vias respiratórias, especialmente quando a pessoa permanece muito tempo no ambiente contaminado.

Outro ponto ignorado com frequência é a diluição correta. A eficácia da água sanitária depende da proporção certa com água. Em concentrações muito altas, além de agressiva para a pele e mucosas, ela perde eficiência como desinfetante e libera vapores mais intensos.

As orientações de uso estão descritas nos rótulos, mas costumam ser negligenciadas por excesso de confiança.

O pensamento de que “sempre foi feito assim e nunca deu problema” é um dos mais perigosos, já que acidentes químicos dependem de fatores como quantidade, tempo de exposição e ventilação do local.

Um pequeno descuido, um banheiro fechado ou uma mistura feita por impulso podem transformar uma tarefa rotineira em um risco real à saúde. Na limpeza doméstica, informação e cautela são tão importantes quanto o produto utilizado.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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