De volta às estradas: Carro que marcou os anos 80 volta ao mercado pelas mãos da Chevrolet
Este ícone retorna em 2026 como sedã global, feito na China e rebatizado em mercados como México e Catar

A Chevrolet volta com um dos carros mais emblemáticos dos anos 80 e 90, mas de um jeito diferente. Em 2026, seu nome renasce como um modelo global, com produção na China e foco em mercados onde sedãs ainda têm espaço.
A jogada faz parte de uma estratégia da General Motors (GM) para reposicionar um velho conhecido com cara nova. No Brasil, o Chevrolet Monza saiu de cena em 1996, mas sua “volta” mira um cenário mais amplo e competitivo, onde tradição e atualização precisam andar juntas.
Da garagem brasileira para o mundo
Lançado no Brasil em 1982, dentro do Projeto J da GM, o Monza rapidamente virou sinônimo de status. Foi um sedã que marcou época, tanto pelo visual quanto pelo prestígio que carregava nas ruas.
Agora, em 2026, o retorno acontece com design modernizado e tecnologias atualizadas. A produção na China vira a base para a expansão em outros mercados, sobretudo na América Latina e no Oriente Médio.
Para atender perfis diferentes de consumidores, o modelo também muda de “nome” conforme a região. No México, ele aparece como Cavalier, enquanto no Catar é vendido como Cruze, reforçando uma adaptação cultural sem abandonar a proposta de sedã familiar.
Como é o Monza 2026
O novo Chevrolet Monza tem 4,65 metros de comprimento e 1,79 metro de largura, mantendo porte de sedã médio. Em espaço de bagagem, traz porta-malas de 405 litros, número comparável ao do Cruze, produzido no Brasil até 2024.
Debaixo do capô, a configuração muda conforme o mercado. No Oriente Médio, onde é chamado de Cruze, ele adota motor 1.5 aspirado de 113 cavalos, apostando em um conjunto mais simples e previsível.
Já na China, o Monza é vendido com motor 1.3 turbo com híbrido leve, entregando 163 cavalos. A proposta é combinar desempenho e economia, com promessa de eficiência que pode chegar a 21 km/l na cidade, destacando o apelo urbano.
Por que o Monza não deve voltar ao Brasil
Apesar do impacto emocional do nome, a volta do Monza ao mercado brasileiro é considerada improvável. O motivo principal é a perda de relevância dos sedãs médios, que cederam espaço para SUVs na preferência do consumidor.
A GM, por aqui, tem concentrado esforços em modelos de maior giro, como Onix e Tracker. Ao mesmo tempo, vem fortalecendo a imagem de modernização com elétricos importados, como Blazer EV e Equinox EV.
Por enquanto, não há previsão de reintrodução do modelo no país.
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