Painéis solares ficam mais baratos e agora viram muros geradores de energia na China

Com preços que despencaram quase 50% desde 2022, módulos solares deixam o telhado e passam a integrar muros, cercas e fachadas como parte da própria construção

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Painéis solares ficam mais baratos
(Imagem: Ilustração/Captura de tela/YouTube/Manual da Energia Solar)

O que antes remetia a telhados cobertos por placas solares está ganhando uma nova forma: muros e fachadas que produzem energia.

A queda histórica no preço dos painéis solares, impulsionada pela produção em larga escala na China, abriu caminho para uma transformação na maneira como a eletricidade pode ser gerada nas residências.

Com placas sendo comercializadas em alguns mercados por cerca de US$ 0,10 por watt — e uma redução próxima de 50% nos preços internacionais desde 2022 — o painel solar se tornou mais acessível.

Durante anos, a energia solar esteve restrita a telhados inclinados ou grandes usinas em áreas abertas. O alto custo exigia que cada módulo estivesse na posição ideal para garantir máxima geração.

Agora, com equipamentos mais baratos, a prioridade deixou de ser apenas a eficiência absoluta e passou a incluir o custo total do projeto.

É nesse cenário que surgem os chamados “muros solares”: estruturas que delimitam terrenos e, ao mesmo tempo, funcionam como pequenos geradores de energia.

Entre 2022 e 2024, os valores internacionais dos módulos registraram quedas significativas. Se em 2010 era comum encontrar painéis acima de US$ 1 por watt e, por volta de 2017, o preço girava em torno de US$ 0,40, hoje o custo caiu drasticamente, permitindo aplicações antes consideradas inviáveis.

Além de mais acessíveis, os equipamentos atuais entregam maior desempenho, o que amplia ainda mais as possibilidades de uso.

Por que instalar no muro é mais barato

Instalar painéis no telhado envolve trabalho em altura, equipamentos de segurança, eventuais reforços estruturais e maior complexidade na montagem.

Esses fatores aumentam o tempo de obra e o custo da mão de obra.

Já os sistemas verticais, integrados a muros e cercas, oferecem acesso mais simples e menor risco operacional.

Embora a geração anual possa ser inferior à de um telhado bem orientado, o custo de instalação tende a ser menor, o que pode equilibrar a equação financeira.

Com preços historicamente baixos e tecnologia cada vez mais avançada, a eletricidade gerada pelo sol se integra ao cotidiano de forma natural.

Na nova etapa da transição energética, até um simples muro pode deixar de apenas dividir espaços e começar a gerar energia silenciosamente.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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