Cientistas japoneses identificam proteína que atua como “interruptor” do envelhecimento e pode permitir que humanos vivam 250 anos

Pesquisa analisa proteína associada ao envelhecimento e apresenta resultados promissores em testes celulares

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Cientistas japoneses identificam proteína que atua como “interruptor” do envelhecimento
(Foto: Divulgação)

E se o processo de envelhecimento não for apenas uma corrida contra o tempo, mas sim um processo com “botões” capazes de serem acionados e ajustados?

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Osaka, no Japão, sugere que parte dessa ideia faz sentido: esse processo pode estar ligado a uma proteína específica, a AP2A1.

Os cientistas identificaram que essa proteína atua como uma espécie de regulador celular associado ao envelhecimento.

Em experimentos de laboratório, quando a AP2A1 foi desativada em células envelhecidas, elas passaram a apresentar características semelhantes às de células mais jovens.

A pesquisa também incorporou o uso do composto IU1, substância que auxilia na eliminação de proteínas danificadas acumuladas dentro das células — um processo comparável a uma “limpeza” interna.

A combinação entre a desativação da AP2A1 e a ação do IU1 mostrou potencial para reduzir sinais associados ao envelhecimento celular.

O foco do estudo recai sobre as chamadas células senescentes — células que deixam de se dividir corretamente e passam a se acumular no organismo ao longo do tempo.

Esse acúmulo está relacionado a diversos processos ligados ao envelhecimento. Em ambiente laboratorial, algumas dessas células não apenas diminuíram de tamanho, como também voltaram a se dividir, indicando uma reversão parcial de características típicas do envelhecimento.

Apesar dos resultados promissores, os próprios pesquisadores reconhecem que projeções como viver até 250 anos permanecem no campo da especulação. O estudo ainda demanda novas etapas de investigação e validação.

Ainda assim, a descoberta reforça uma perspectiva crescente na ciência: o envelhecimento pode, no futuro, ser compreendido como um processo biologicamente modulável — e não apenas como um destino imutável.

Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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