Família denuncia negligência contra filho autista de 4 anos em CMEI de Aparecida de Goiânia: “Chorava e esmurrava a porta”

Segundo denúncia, menino estaria sem professora de apoio e seria deixado sozinho na sala da secretaria

Ícaro Gonçalves -
denúncia contra CMEI em Aparecida de Goiânia
Segundo denúncia, menino estaria sem professora de apoio e seria deixado sozinho na sala da secretaria (Imagem: Reprodução/Google Maps/ Captura de tela)

Um caso envolvendo supostos maus-tratos e violação de direitos de um menino autista de 04 anos veio a público na última sexta-feira (27), em Aparecida de Goiânia.

Sabrina Serafim de Oliveira, mãe de Bryan de Oliveira, denuncia que o filho estaria sendo negligenciado pelo professores do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Vila Delfiori, no setor de mesmo nome.

Segundo um vídeo publicado nas redes sociais da família de Bryan, desde o início do ano o menino estaria sem a presença de professora de apoio, direito garantido pela Lei Brasileira de Inclusão (13.146/2015).

Como consequência, a informação é que ele tem sido isolado do contato com outros alunos, deixado sozinho na sala da secretaria da unidade de ensino infantil.

“Recebi informações de funcionários do CMEI de que [Bryan] ficava trancado na secretaria, chorava e esmurrava a porta tentando sair, foi visto sendo arrastado pelo braço, permanecia desassistido por períodos […]”, disse a mãe em uma carta divulgada nas redes sociais.

Ainda segundo Sabrina, ela teria ido até o CMEI para verificar o ocorrido pelas câmeras de segurança da unidade, mas o acesso foi negado pela diretora. O argumento ouvido teria sido que Bryan seria uma “criança difícil”.

A reportagem tentou contato, por telefone, com a direção do CMEI Vila Delfiori. As ligações, entretanto, não foram atendidas.

Também foi feito contato com a Prefeitura de Aparecida de Goiânia pedindo posicionamento sobre o caso. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que Bryan já está sendo assistido por professor de apoio.

A pasta também afirma que as acusações de maus-tratos são infundadas.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria Municipal de Educação informa que o aluno mencionado na reportagem já está sendo devidamente assistido por professor de apoio, designado após análise técnica dos documentos e informações repassados pelos responsáveis.

Assim que a avaliação foi concluída pela equipe especializada da pasta, o profissional foi escalado para atuar diretamente ao lado do estudante, garantindo o atendimento pedagógico adequado.

A Secretaria esclarece ainda que são infundadas as denúncias de maus-tratos à criança.

A gestão reforça seu compromisso com a transparência, a segurança dos estudantes e o cumprimento integral das normas que regem a educação inclusiva na rede municipal.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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