Segundo médicos, o zumbido no ouvido pode estar relacionado a uma função vital do organismo

Sintoma comum e muitas vezes ignorado pode estar ligado a processos essenciais do corpo humano

Layne Brito -
zumbido no ouvido pode estar relacionado a uma função vital
(Foto: Reprodução/Pexels)

Nem sempre aquele som persistente no ouvido é apenas um incômodo passageiro. O zumbido, conhecido popularmente por muitas pessoas como um “apito” ou “chiado” constante, pode ter uma relação mais profunda com o funcionamento do organismo do que se imaginava.

Especialistas vêm observando que o sintoma pode estar ligado a mecanismos naturais do corpo responsáveis pelo equilíbrio das atividades cerebrais.

O zumbido no ouvido, chamado na medicina de tinnitus, é percebido sem que exista qualquer som externo.

Em muitos casos, ele aparece de forma discreta, mas para algumas pessoas pode se tornar constante e até interferir na concentração, no descanso e na qualidade de vida.

O que tem chamado a atenção de médicos e pesquisadores é a possível ligação entre o zumbido e processos fundamentais do corpo, especialmente aqueles relacionados ao sono, considerado uma das funções mais vitais do organismo.

Durante o sono profundo, o cérebro entra em um estado de atividade diferente do que ocorre quando estamos acordados.

Nesse momento, ondas cerebrais mais lentas ajudam a reorganizar conexões neurais e a reduzir a atividade exagerada de determinados circuitos do cérebro.

Segundo especialistas, isso pode ter relação direta com o tinnitus. A hipótese é que o zumbido não seja apenas um problema do ouvido, mas sim um reflexo de como o cérebro processa e interpreta sinais auditivos.

Quando determinados circuitos cerebrais ficam hiperativos, o sistema auditivo pode acabar “criando” um som que não existe no ambiente.

Nesse cenário, o sono profundo poderia atuar como uma espécie de mecanismo natural de regulação, ajudando o cérebro a reorganizar esses circuitos e diminuir a atividade que gera o zumbido.

Essa nova forma de enxergar o problema também ajuda a explicar por que muitas pessoas relatam que o zumbido piora em momentos de silêncio ou quando passam por noites mal dormidas.

Sem o descanso adequado, o cérebro pode ter mais dificuldade para regular essas atividades neurais.

Embora ainda sejam necessários mais estudos para compreender totalmente o fenômeno, médicos acreditam que entender a relação entre o zumbido e funções vitais do organismo pode abrir caminho para novas abordagens de tratamento.

A expectativa é que, ao investigar melhor o papel do sono e dos ciclos cerebrais, seja possível desenvolver estratégias mais eficazes para aliviar o sintoma.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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