A diferença entre presunto e apresuntado que nem todos sabem ainda

Produtos muito parecidos na aparência podem esconder diferenças importantes na composição e no valor nutricional

Daniella Bruno -
A diferença entre presunto e apresuntado que nem todos sabem ainda
(Imagem: Ilustração/IA)

Presunto e apresuntado, para quem escuta, parecem até ser a mesma coisa. No entanto, quem pensa assim está enganado. Apesar de serem vendidos lado a lado em padarias e supermercados, esses dois produtos possuem diferenças importantes.

O presunto e o apresuntado, além de apresentarem preços diferentes nos mercados e padarias, também se distinguem na composição. Claro, os dois vêm do porco, mas qual parte do animal é utilizada e quais são os valores nutricionais de cada um? É exatamente isso que veremos agora.

Além disso, entender essas diferenças ajuda o consumidor a fazer escolhas mais conscientes no dia a dia. Afinal, pequenos detalhes na composição dos alimentos podem influenciar tanto o valor nutricional quanto a qualidade da dieta.

De onde vem o presunto e como ele é feito

O presunto vem do pernil, que é a pata traseira do porco, considerada inclusive a parte mais nobre do animal. Por isso, o produto costuma apresentar uma textura mais firme e uma qualidade superior em comparação com outros embutidos.

De acordo com os dados nutricionais, o presunto possui cerca de 18% de proteína e apenas 1% de carboidrato. Isso significa que ele oferece uma quantidade relativamente alta de proteína, nutriente essencial para a construção e manutenção dos músculos.

Seu quilo custa em torno de 11 reais, variando, claro, de lugar para lugar, da marca e da qualidade do produto.

No processo de produção, os fabricantes selecionam o pernil, realizam o tempero e aplicam técnicas de cura e cozimento. Esse processo preserva o alimento e garante sabor e textura característicos.

Como resultado, o presunto apresenta fatias mais consistentes e com menor presença de ingredientes adicionais.

Como o apresuntado é produzido

Agora, o apresuntado possui uma composição diferente. Ele pode vir de partes tanto do pernil quanto da paleta do porco, que corresponde à parte dianteira do animal.

Do ponto de vista nutricional, o apresuntado possui aproximadamente 13% de proteína e 5% de carboidrato. Portanto, ele apresenta uma quantidade menor de proteína quando comparado ao presunto.

Seu quilo custa em média 8,50 reais, sendo geralmente mais barato que o presunto justamente por utilizar diferentes partes da carne e por passar por um processo industrial mais elaborado.

Durante a fabricação, a indústria utiliza pedaços de carne suína que são triturados ou reestruturados. Em seguida, os produtores adicionam temperos, conservantes e outros ingredientes para formar uma massa uniforme que, depois de processada, ganha formato semelhante ao presunto.

Por causa desse processo, o apresuntado costuma ter uma textura mais macia e homogênea.

Diferenças no consumo e na saúde

Embora ambos façam parte da alimentação de muitas pessoas, é importante observar o consumo desses produtos no dia a dia. Tanto o presunto quanto o apresuntado pertencem à categoria dos embutidos, que normalmente possuem níveis consideráveis de sódio e conservantes.

Por isso, especialistas recomendam consumir esses alimentos com moderação. O excesso de sódio, por exemplo, pode contribuir para problemas como pressão alta e retenção de líquidos.

Ainda assim, quando comparado ao apresuntado, o presunto costuma apresentar uma composição mais simples e uma maior quantidade de proteína. Já o apresuntado, por conter mais ingredientes industriais, pode apresentar valores nutricionais diferentes dependendo da marca.

Pequenas diferenças que fazem grande impacto

Portanto, apesar de parecerem semelhantes à primeira vista, presunto e apresuntado não são a mesma coisa. Eles diferem na parte do animal utilizada, no processo de produção, na composição nutricional e até mesmo no preço.

Assim, ao entender essas diferenças, o consumidor consegue escolher de forma mais consciente aquilo que leva para casa. Pequenas decisões no momento da compra podem fazer diferença na qualidade da alimentação ao longo do tempo.

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Daniella Bruno

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO do Portal 6, em Goiânia. Atua na produção e otimização de conteúdos digitais, com foco em matérias soft sobre comportamento, curiosidades e temas do cotidiano.

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