Após mais de 1.600 anos, restos de uma das sete maravilhas do mundo antigo são achados no mar Mediterrâneo

Blocos gigantes ligados ao lendário Faro de Alexandria foram retirados do fundo do mar e ajudam cientistas a reconstruir digitalmente a antiga maravilha

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Restos de uma das sete maravilhas do mundo antigo são achados no mar Mediterrâneo
(Imagem: Ilustração/Captura de tela/YouTube/History)

Uma equipe de arqueólogos recuperou, no fundo do mar Mediterrâneo, vestígios monumentais de uma das construções mais famosas da Antiguidade: o Farol de Alexandria.

A descoberta reacende o interesse histórico sobre a estrutura, considerada uma das sete maravilhas do mundo antigo e desaparecida após séculos de terremotos.

Durante operações subaquáticas no porto oriental de Alexandria, no Egito, pesquisadores retiraram 22 grandes blocos de pedra que faziam parte da estrutura do farol.

Entre os elementos encontrados estão dintéis, jambas, umbrais e lajes de pavimento que pertenciam à entrada monumental da construção.

Alguns desses blocos impressionam pelo tamanho: peças chegam a pesar entre 70 mil e 80 mil quilos, evidenciando a escala gigantesca da obra erguida há mais de dois mil anos.

O farol foi construído na ilha de Faros, no século III a.C., durante o reinado de Ptolomeu II.

Com mais de 100 metros de altura, a estrutura funcionava como referência para embarcações que navegavam pelo Mediterrâneo e buscavam acesso seguro ao porto de Alexandria, um dos centros comerciais mais importantes da Antiguidade.

Além de guiar navios, o monumento também simbolizava poder político e domínio sobre rotas marítimas estratégicas. Diferentemente de outras maravilhas antigas, que tinham caráter principalmente religioso ou simbólico, o farol combinava impacto visual com utilidade prática para a navegação.

Ao longo dos séculos, uma sequência de terremotos entre os séculos XIII e XIV destruiu gradualmente a construção.

Parte das pedras acabou reaproveitada na construção da cidadela de Qaitbay, erguida no século XV na entrada do porto. Outros fragmentos permaneceram submersos no fundo do mar.

Os blocos recém-recuperados agora fazem parte do projeto internacional PHAROS, que reúne instituições como o CNRS da França, o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito e a Fundação Dassault Systèmes.

A iniciativa pretende escanear digitalmente os fragmentos e cruzar essas informações com registros históricos e arqueológicos.

O objetivo é criar uma reconstrução digital detalhada do farol, permitindo visualizar com maior precisão como era uma das construções mais impressionantes da história antiga.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Política de Privacidade.