Goiás assina acordo com o Japão para processar terras raras

Cooperação internacional vinha sendo desenvolvida desde julho de 2025, buscando transformar o potencial mineral em emprego e renda

Natália Sezil -
Estado de Goiás assinou acordo com o Japão para processar terras raras.
Estado de Goiás assinou acordo com o Japão para processar terras raras. (Foto: José Eurípedes)

O Estado de Goiás, que já vinha tentando negociar com o Japão pelo menos desde julho de 2025, avançou nos processos e assinou um acordo para processar terras raras.

A assinatura aconteceu nesta segunda-feira (09), em reunião entre o vice-governador Daniel Vilela (MDB), a Organização Japonesa para Metais e Segurança Energética (JOGMEC) e a Autoridade de Minerais Críticos do Estado de Goiás (Amic).

A parceria estabeleceu cooperação internacional com o país asiático, focando no desenvolvimento de pesquisa, transferência de tecnologia e agregação de valor.

O objetivo do estado é transformar o potencial mineral em avanço industrial e novas oportunidades econômicas. Na prática, isso se converteria em geração de emprego e renda.

Daniel destacou: “Goiás é hoje referência pelo seu subsolo, pela quantidade e pela qualidade desse minério. Agora damos um segundo passo, que pode trazer grande impacto econômico e social para o estado”.

Para o vice-governador, a meta de Goiás é avançar no processamento local, ampliar a presença goiana na cadeia produtiva e transformar riqueza mineral em fortalecimento da economia regional.

Vice-governador Daniel Vilela foi o responsável pela reunião.

Vice-governador Daniel Vilela foi o responsável pela reunião. (Foto: José Eurípedes)

Destaque global

O estado concentra cerca de 25% da disponibilidade mundial de terras raras e já reúne projetos estratégicos em andamento no setor. Minaçu, Nova Roma e Iporá entram na lista de cidades onde há forte extração dos minérios.

Os elementos obtidos nas terras raras são utilizados em aparelhos importantes para a revolução energética, como veículos elétricos, turbinas eólicas, baterias, data centers e sistemas de defesa.

O Brasil é o segundo país do mundo com maior reserva desses minérios críticos – como disprósio, térbio, neodímio e praseodímio – ficando atrás apenas da China, que detém cerca de 70% das jazidas.

Segundo o representante diplomático do Japão no Brasil, Yasushi Noguchi, a colaboração com Goiás atende a uma agenda estratégica do governo japonês ligada à segurança econômica e à resiliência das cadeias produtivas.

“Queremos compartilhar nossa experiência no desenvolvimento de minerais importantes, como as terras raras, e queremos compartilhar nossa tecnologia com o Estado de Goiás”, afirmou.

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Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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