Segundo psicólogos, pessoas mais felizes depois dos 70 anos são as que param de exigir que cada dia tenha um propósito

Com o passar do tempo, muitas pessoas descobrem que viver bem nem sempre significa preencher cada momento com metas ou objetivos

Layne Brito -
pessoas mais felizes depois dos 70 anos
(Foto: Reprodução/Pexels/Italo Melo)

Durante grande parte da vida, muitas pessoas são ensinadas a medir o próprio valor pela produtividade. Trabalhar, cumprir metas, construir algo novo e manter a rotina sempre cheia acabam se tornando referências de sucesso e realização.

No entanto, segundo análises da psicologia sobre o envelhecimento, essa lógica tende a mudar com o passar dos anos.

Estudos sobre bem-estar na terceira idade indicam que muitas das pessoas mais satisfeitas com a vida após os 70 anos são justamente aquelas que deixam de exigir que cada dia tenha um propósito específico.

Em vez de buscar constantemente metas ou resultados, elas passam a valorizar momentos simples, experiências cotidianas e a liberdade de viver sem a pressão constante de produzir.

Essa mudança de perspectiva pode trazer um tipo diferente de tranquilidade. Ao abandonar a necessidade de justificar cada atividade ou cada momento do dia, muitos idosos relatam sentir menos ansiedade e mais aceitação em relação à própria rotina.

O tempo livre deixa de ser visto como vazio e passa a ser percebido como espaço para descanso, contemplação e prazer.

Outro fator importante é a mudança na forma de encarar o próprio tempo.

Depois de décadas marcadas por responsabilidades, compromissos e cobranças internas, algumas pessoas passam a compreender que nem todos os dias precisam ser extraordinários.

A simplicidade de uma caminhada, de uma conversa ou até mesmo do silêncio pode ganhar um novo significado.

Isso não significa abandonar interesses ou projetos, mas sim reduzir a pressão por resultados constantes.

Para muitos especialistas, essa postura ajuda a construir uma relação mais leve com a própria existência, permitindo que o envelhecimento seja vivido com mais serenidade e menos cobranças.

Ao final, a felicidade nessa fase da vida parece estar menos ligada a grandes objetivos e mais à capacidade de aceitar o presente como ele é.

Para quem chega a essa etapa com essa compreensão, cada dia não precisa provar nada, basta ser vivido.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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