Pedido de pizza termina em prisão após GCM perceber que mulher era agredida em Rio Verde

Vítima falou que queria uma pizza de calabresa e passou a responder perguntas de "sim" ou "não"

Natália Sezil -
Mulher denunciou companheiro à GCM por meio de pedido de pizza.
Mulher denunciou companheiro à GCM por meio de pedido de pizza. (Foto: Google Maps/Gabriel Souza e Reprodução/TV Anhanguera)

Um pedido de pizza terminou em prisão após uma moradora de Rio Verde, no Sudoeste goiano, recorrer à Guarda Civil Municipal (GCM) para denunciar que estava sendo agredida pelo companheiro.

O ocorrido ganhou repercussão nesta quarta-feira (11). Segundo informações divulgadas pela TV Anhanguera, as agressões aconteciam dentro de casa.

Diante disso, a vítima decidiu discar 153 e dizer que queria uma pizza de calabresa. A atendente, do outro da linha, logo percebe o pedido inusitado e pergunta se está acontecendo alguma coisa.

A mulher diz que sim. A partir daí, fornece o endereço e passa a responder perguntas com “sim” ou “não”. O objetivo da guarda civil era tanto entender a complexidade da situação, quanto confirmar se não se tratava de um trote.

A vítima chega a pedir: “vem muito rápido. É urgente”. Os agentes conseguiram chegar ao local, onde a mulher teria relatado que o companheiro havia ingerido bebidas alcoólicas e usado entorpecentes durante todo o dia.

Ele teria ficado agressivo quando ela pediu que parasse, ameaçando-a, dizendo que a mataria e que “colocaria fogo no rosto dela” antes de sair de casa.

O suspeito foi encontrado em um bar, com uma faca na cintura. Os dois foram levados à delegacia, e ele foi preso preventivamente.

Questionada pela emissora, a atendente do CGM Zilma Cardoso de Souza Calixto afirmou que a rapidez da vítima no momento de pedir a pizza, e a própria experiência em saber de casos semelhantes, foram essenciais para o resultado.

Ela ainda destacou que, apesar de saber da possibilidade, muitas ligações do tipo acabam sendo trotes, reforçando a importância de não fazer ligações falsas a autoridades.

Por fim, ressaltou a importância de denunciar. Deixou o recado: “denuncie, porque tem solução. Esse caso poderia ter sido pior, virado feminicídio, mas solucionou”.

Em caso de agressão, denuncie

Mulheres que estejam sofrendo violência doméstica podem procurar a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), bem como solicitar medidas protetivas de urgência.

Diante de casos em que é necessário socorro imediato, é possível acionar a PM pelo 190 ou a Patrulha Maria da Penha, pelo (62) 99939-9581.

Em Goiânia, o Centro de Referência da Mulher Cora Coralina, na rua 74, esquina com a rua 59, no Centro, também fica disponível para atender mulheres em situação de violência. O local oferece assistência social, atendimento psicológico e jurídico.

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Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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