A geração Z que hoje não tem condições de pagar nem o aluguel, muito em breve será a mais rica da história
Relatórios indicam que a geração Z deve liderar a renda global até 2035, mesmo enfrentando hoje dificuldades com moradia e custo de vida

A geração Z entrou na vida adulta em meio a um cenário de custo de vida elevado, dificuldade de acesso à moradia e renda pressionada. No Brasil, essa realidade é evidente, com muitos jovens que já estão inseridos no mercado de trabalho mas ainda não conseguem pagar aluguel sozinhos ou planejar a compra de um imóvel.
Dados do IBGE mostram que 20,9% da população vivia em imóveis alugados em 2022, enquanto 23,3% dos locatários comprometiam ao menos 30% da renda com moradia. Com rendimento domiciliar per capita de R$ 2.316, o espaço para poupança segue limitado, especialmente entre os mais jovens.
Apesar desse presente desafiador, projeções indicam uma virada significativa. Relatório do Bank of America Institute aponta que a geração Z deve se tornar a maior força econômica global nas próximas décadas. A renda do grupo, estimada em US$ 9 trilhões, pode alcançar US$ 36 trilhões até 2030 e US$ 74 trilhões por volta de 2040.
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Esse crescimento está ligado ao peso demográfico, já que irão representar cerca de 30% da população global na próxima década, e à entrada gradual no mercado de trabalho, o que amplia a renda agregada, ainda que de forma desigual.
Outro fator relevante é a chamada “grande transferência de riqueza”. Segundo a consultoria Cerulli, cerca de US$ 84 trilhões devem mudar de mãos nos Estados Unidos até 2045, principalmente via heranças.
O Bank of America avalia que a geração Z também deve ser uma das mais disruptivas para mercados e consumo. Assim, a mesma geração que hoje enfrenta dificuldades para pagar o aluguel pode, em breve, assumir o protagonismo econômico global e redefinir padrões de consumo.
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