Na China, investir em imóveis não funciona como no resto do mundo, e isso muda tudo

Com regras rígidas desde 2006, a China limita a compra de imóveis por estrangeiros e mantém o mercado focado em uso próprio

Gustavo de Souza -
Na China, investir em imóveis não funciona como no resto do mundo, e isso muda tudo
(Imagem: Captura de Tela/YouTube – Brasil de Fato)

Em muitos países, comprar imóveis virou estratégia clássica de investimento, seja para renda, valorização ou proteção de patrimônio. Na China, porém, essa lógica encontra um freio estrutural: o acesso ao mercado residencial não é livre, especialmente para estrangeiros.

O país permite a compra de imóveis por pessoas de fora, mas sob condições bastante restritivas. Isso impede que o setor funcione como um campo aberto para o domínio de investidores internacionais, como ocorre em diversas economias.

As restrições foram formalizadas em 2006, quando o governo chinês publicou normas para regular a entrada de capital estrangeiro no setor imobiliário. O objetivo oficial era promover um desenvolvimento mais equilibrado do mercado, diante do crescimento acelerado dos investimentos externos.

Pelas regras, estrangeiros precisam comprovar vínculo com o país, geralmente por meio de trabalho ou estudo por mais de um ano. Além disso, a compra deve ser destinada ao uso próprio, não sendo permitida a aquisição para fins especulativos.

O controle foi reforçado em 2010, quando as autoridades passaram a limitar, em regra, a aquisição a uma única unidade residencial por pessoa estrangeira. Isso consolidou a ideia de que o imóvel, nesse contexto, não deve funcionar como ativo financeiro para quem vem de fora.

Um mercado menos aberto ao capital internacional

Essa estrutura cria uma diferença relevante em relação a outros países. Enquanto em cidades globais o capital internacional costuma disputar espaço com moradores locais, na China o modelo busca reduzir esse tipo de pressão no mercado residencial como uma medida de proteção.

A consequência é um ambiente em que o investidor estrangeiro tem atuação bastante limitada. A lógica predominante privilegia quem vive no país, ao menos no desenho das regras.

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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