Segundo psicólogos, trabalhar em excesso pode ir além da produtividade e esconder um problema silencioso
Excesso de trabalho pode mascarar inseguranças e levar ao esgotamento mental, alertam especialistas e organismos internacionais

No mercado atual, jornadas extensas ainda são vistas como dedicação. No entanto, especialistas alertam que o padrão pode esconder desequilíbrios emocionais e falhas estruturais.
A Organização Mundial da Saúde aponta que o excesso de trabalho está ligado a estresse, ansiedade e ao burnout, fenômeno ocupacional reconhecido internacionalmente.
Produtividade como fuga
Psicólogos explicam que o trabalho excessivo pode funcionar como mecanismo de defesa. Ao se tornar indispensável, o profissional busca validação externa e evita lidar com inseguranças pessoais.
A rotina intensa também atua como distração, impedindo o enfrentamento de questões emocionais mais profundas.
Sistema que incentiva
Empresas frequentemente reforçam esse comportamento ao valorizar quem assume mais responsabilidades. Na prática, isso pode mascarar falhas de gestão.
Segundo a International Labour Organization, ambientes desequilibrados transferem a pressão para indivíduos, comprometendo o bem-estar coletivo.
Sinais de alerta
Alguns indícios de sobrecarga incluem culpa ao descansar, dificuldade em delegar e sensação de responsabilidade pelo funcionamento da equipe.
O burnout é uma das principais consequências, afetando cognição e qualidade de vida. Relações pessoais também sofrem com a ausência emocional.
Especialistas recomendam estabelecer limites claros e separar identidade profissional de valor pessoal. Para a International Labour Organization, equilíbrio é essencial para produtividade sustentável.
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