Segundo a psicologia, quem nasceu entre 1960 e 1970 é mais preparado emocionalmente do que a geração Z

Diferenças silenciosas entre épocas distintas começam a revelar efeitos duradouros no comportamento humano

Magno Oliver Magno Oliver -
Segundo a psicologia, quem nasceu entre 1960 e 1970 é mais preparado emocionalmente do que a geração Z
Série “Elite”. (Foto: Reprodução/ Youtube)

Um conjunto crescente de análises no campo da psicologia tem levantado uma hipótese relevante sobre diferenças entre gerações: pessoas que cresceram entre as décadas de 1960 e 1970 podem apresentar maior preparo emocional em comparação com jovens da chamada Geração Z.

A explicação não está em fatores genéticos, mas no ambiente em que essas pessoas foram criadas e nas experiências cotidianas vividas durante a infância.

Estudos e análises recentes divulgados pelo portal Global English Editing apontam que crianças dessas décadas cresceram com maior liberdade e menor supervisão direta.

Esse contexto favoreceu o desenvolvimento da autonomia e da capacidade de lidar com desafios sem intervenção imediata de adultos.

Sem acesso à tecnologia instantânea ou estímulos constantes, era comum enfrentar o tédio, resolver conflitos e encontrar soluções de forma independente, o que fortaleceu habilidades essenciais ao longo do tempo.

De acordo com especialistas como Marc Brackett, referência em estudos sobre emoções, esse tipo de vivência contribui para o desenvolvimento da chamada regulação emocional – a capacidade de compreender e administrar sentimentos sem depender de apoio externo constante.

A ausência de gratificação imediata, típica do período, também ajudou a construir tolerância à frustração e paciência, competências consideradas fundamentais para a saúde mental e para a adaptação a situações adversas.

Por outro lado, o cenário atual apresenta características distintas. A presença de tecnologia, supervisão constante e rotinas estruturadas reduziu a exposição a pequenos desafios cotidianos.

Embora isso tenha ampliado a segurança, especialistas alertam para um possível efeito colateral: menor oportunidade de desenvolver resiliência de forma natural.

O consenso entre pesquisadores não sugere um retorno ao passado, mas sim a busca por equilíbrio, oferecendo proteção sem eliminar experiências que incentivem autonomia, adaptação e fortalecimento emocional ao longo da vida.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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