Goiás acende alerta na saúde após registrar mortes por meningite em 2026
No estado, vacinação no público de 11 a 14 anos está aquém da meta estipulada pelo Ministério da Saúde

Doença considerada altamente contagiosa, a meningite já vitimou duas pessoas no estado de Goiás neste ano de 2026, com um total de 16 casos confirmados.
Com as mortes registradas e a baixa cobertura vacinal, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância da vacinação como método preventivo contra a doença.
Dados da SES mostram que, em 2025, o número de casos confirmados chegou a 240, com 32 mortes confirmadas.
Como informa a Superintendente de Vigilância Epidemiológica e Imunização, Cristina Laval, três vacinas de prevenção à meningite estão disponíveis à população na rede estadual de saúde. No entanto, a cobertura vacinal de março está longe da ideal.
No caso da Meningocócica ACWY, a aplicação em 2025 no público de 11 a 14 anos ocorreu em apenas 70,14% do grupo, aquém da meta de 95% estipulada pelo Ministério da Saúde.
A vacina oferece proteção ampliada contra os sorogrupos A, C, W e Y e também é aplicada em bebês de 12 meses, substituindo o reforço que antes era feito apenas com a meningocócica C.
Imunização
Conforme detalhado pela SES, o esquema vacinal para bebês inclui duas doses da vacina meningocócica C, aplicadas aos três e cinco meses de idade, e o reforço feito com a ACWY, protocolo iniciado em julho do ano passado.
Em Goiás, crianças podem se vacinar contra a meningite, gratuitamente, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em postos de vacinação distribuídos nos municípios.
Para receber a vacina, basta que os responsáveis levem a criança até a unidade mais próxima, apresentando o cartão de vacinação e um documento de identificação.
Além da rede pública, também é possível encontrar vacinas contra a meningite em clínicas particulares.
No entanto, a principal recomendação das autoridades de saúde é procurar a UBS mais próxima, garantindo a imunização de forma gratuita e segura.
Doença pode ter sequelas graves
A meningite é uma enfermidade séria que provoca inflamação nas membranas responsáveis por proteger o cérebro e a medula espinhal. A origem pode estar associada a agentes como bactérias, vírus ou fungos.
Dependendo da gravidade, a doença pode deixar sequelas como perda de audição, limitações motoras, dificuldades na fala e até comprometimentos neurológicos permanentes. Em situações mais severas, pode ser fatal.
A variante bacteriana é transmitida, sobretudo, pelo contato direto entre pessoas, por meio de secreções respiratórias. Além disso, também pode surgir como desdobramento de infecções não tratadas, como sinusite e otite.
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