Fechamento de supermercados aos domingos em Goiás: fase decisiva começa após nova proposta
Sindicatos que representam os trabalhadores e o setor patronal devem emitir parecer final ainda na próxima semana

Com a proximidade do vencimento da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) no dia 31 de março, as negociações entre patrões e empregados do setor de supermercados em Goiás ganharam novos capítulos nesta semana.
A antecipação sobre a decisão já é sentida pelo setor e pela população, uma vez que irá determinar se os comérciso do gênero funcionarão ou não aos domingos em todo o estado.
Na última quarta-feira (25), o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Goiás (Sincovaga), que representa a classe patronal realizou uma assembleia geral para deliberar sobre a proposta enviada pelo sindicato dos trabalhadores.
Já na quinta-feira (26), o setor patronal enviou uma contraproposta ao Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Secom).
O documento contém as alterações sugeridas pelos empresários e, no momento, ambos os lados aguardam um consenso final para que o novo texto passe a valer oficialmente a partir de 1º de abril.
Apesar da expectativa, o clima é de cautela. Procurado pela reportagem, o Sincovaga informou que só se manifestará publicamente após a decisão final do acordo. Já o SECOM-GO indicou que novos detalhes sobre o fechamento da convenção só devem ser divulgados após o feriado da Semana Santa.
O ponto central que trava a negociação é a proibição do funcionamento aos domingos. Para compensar a perda de vendas nesse dia, a proposta que está sobre a mesa prevê a implementação de um “corujão” aos sábados, permitindo que supermercados e atacadões operem com as portas abertas até 01h da madrugada.
O que acontece agora
O que está em jogo é o fim de uma era de “abertura automática” que vinha sendo praticada nos últimos anos. Se a nova CCT for assinada seguindo a tendência atual, o consumidor goiano terá apenas este último final de semana de março para fazer compras no domingo com a garantia das regras antigas.
Vale lembrar que o que for decidido na CCT estadual tem força de lei imediata. Caso o martelo seja batido, as empresas terão um curto período de transição para se adequarem aos novos horários sob pena de multas severas.
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