Novo Código Civil avança no Senado e pode transformar regras de casamento e herança no Brasil

Projeto em análise propõe mudanças profundas na estrutura familiar e levanta debate entre especialistas sobre segurança jurídica

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Novo Código Civil avança no Senado e pode transformar regras de casamento e herança no Brasil
(Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

O avanço do novo Código Civil no Senado tem gerado forte debate entre juristas e entidades do setor jurídico. A proposta pode alterar regras fundamentais relacionadas ao casamento, herança, filiação e estrutura familiar no Brasil.

As informações foram divulgadas pelo jornalista Felipe Alves da Silva e mostram que o projeto já começou a tramitar no Congresso Nacional .

Mudanças podem afetar casamento e união estável

Um dos pontos mais polêmicos do projeto é a criação de um novo estado civil chamado “convivente”. A proposta pretende formalizar a união estável como uma categoria oficial, algo que hoje não existe nos documentos civis.

Além disso, o texto permite mudanças no formato do casamento. A proposta autoriza celebrações sem testemunhas, sem proclamas e até de forma virtual.

Assim, especialistas alertam que essas alterações podem enfraquecer a segurança jurídica das relações.

Regras de herança também entram no debate

Outro ponto que chama atenção envolve as regras de sucessão.

O projeto abre possibilidade para herança testamentária beneficiar pessoas fora da estrutura tradicional, incluindo relações extraconjugais. Dessa forma, a mudança pode alterar a lógica atual da divisão de bens.

Além disso, o novo conceito de “família parental” pode ampliar o número de pessoas com direito a herança, o que pode gerar disputas judiciais.

Filiação e novas formas de família

A proposta também altera regras sobre filiação. O texto permite o reconhecimento de filhos socioafetivos diretamente em cartório, sem necessidade de decisão judicial.

Além disso, abre espaço para casos de multiparentalidade, permitindo que uma pessoa tenha mais de dois pais ou mães registrados.

Outro ponto controverso envolve a possibilidade de registro de filhos em relações com mais de dois adultos, o que amplia o conceito de família.

Especialistas alertam para riscos

Segundo entidades jurídicas, como a Associação de Direito de Família e das Sucessões (ADFAS), as mudanças podem gerar insegurança jurídica.

Além disso, há preocupação com o aumento de conflitos familiares e judicializações, já que as regras podem se tornar mais amplas e subjetivas.

Por outro lado, defensores da proposta afirmam que a atualização acompanha a evolução das relações sociais no país.

O que acontece agora

O Senado aprovou a criação de uma comissão temporária para analisar o projeto.

O grupo terá prazo para discutir o texto e propor ajustes. Em seguida, a proposta ainda precisa passar por votação no Congresso antes de entrar em vigor.

Assim, o debate sobre o novo Código Civil deve continuar nos próximos meses.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

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