Cão comunitário atacado com líquido quente em Goiânia recebe alta um mês após o crime

Jhonny ficará com a nova tutora legal, que o resgatou após perceber que ele estava em "carne viva"

Natália Sezil -
Cão comunitário Jhonny recebeu alta e foi para a casa da nova tutora legal.
Cão comunitário Jhonny recebeu alta e foi para a casa da nova tutora legal. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O cão comunitário Jhonny, que foi atacado com líquido quente enquanto dormia em uma calçada em Goiânia, recebeu alta da clínica veterinária em que estava sendo tratado e irá para casa.

O anúncio, compartilhado pela NeoPets neste sábado (04), acontece quase um mês após o crime de maus-tratos, registrado em 05 de março no Setor Castelo Branco.

Jhonny teve quase 50% do corpo queimado e sofreu uma infecção generalizada, mas novos exames indicaram melhoras no quadro de anemia e confirmaram que ele poderá continuar o tratamento em casa.

Ele ficará sob os cuidados de Estefânia, tutora legal que o resgatou na rua e que relatou que ele “está longe dos perigos”. Desde que o caso ganhou repercussão, ela tem usado as redes sociais para compartilhar o estado de saúde do cão e para pedir por justiça.

Cacilda Ferreira de Almeida, suspeita de ter jogado o líquido quente, confessou o crime pouco após a denúncia e disse estar arrependida. O advogado que a representa alega que, pela idade, ela “não tem um conhecimento técnico e formal sobre realmente o que fez”.

Cacilda foi indiciada por maus-tratos qualificados cerca de uma semana após a declaração. A pena pode ser de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

Crime foi gravado

O inquérito, concluído pelo Grupo de Proteção Animal (GPA) em 25 de março, considerou, entre outras coisas, gravações de câmeras de segurança.

As imagens, divulgadas ainda no início das investigações, mostram quando Cacilda sai de casa com uma vasilha em mãos e joga líquido quente sobre o cachorro.

O caso segue sob responsabilidade das autoridades competentes. Após o indiciamento, o próximo passo é enviar o inquérito policial ao Ministério Público de Goiás (MPGO), que decide se oferece ou não a denúncia.

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Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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