Fábrica que empregava 400 famílias decide fechar as portas e demitir todos os funcionários
Fechamento da unidade pela marca expõe pressão por redução de custos

O anúncio feito pela Electrolux no fim de março caiu como um baque para centenas de trabalhadores chilenos.
A multinacional sueca informou que encerrará, no fim de abril de 2026, as atividades de sua fábrica na região de Santiago, em uma decisão que, segundo a própria empresa, deve impactar aproximadamente 400 empregados.
Em nota divulgada em 31 de março de 2026, a marca afirmou que a medida foi tomada após uma revisão da competitividade de custos da fábrica.
A empresa também informou que o encerramento resultará em uma despesa de reestruturação de aproximadamente 500 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 270 milhões), dos quais 200 Milhões (aproximadamente R$ 110 milhões) serão relacionados a desembolso de caixa.
Segundo a companhia, esse efeito será lançado como item negativo não recorrente no resultado operacional da divisão da América Latina no primeiro trimestre de 2026.
O comunicado foi publicado nos termos do Regulamento de Abuso de Mercado da União Europeia, reforçando o caráter oficial da divulgação.
Apesar do fechamento, a empresa afirmou que continuará atuando no mercado chileno. A estratégia será abastecer o país com produtos vindos de outras unidades do grupo e também de parceiros externos, substituindo a fabricação local por um modelo baseado em importação e fornecimento global.
A imprensa chilena apontou que a planta afetada fica em Maipú, na região metropolitana de Santiago, e era ligada à produção de marcas conhecidas no país, como Fensa, Mademsa e Somela.
A Electrolux é uma multinacional sueca de eletrodomésticos com atuação global.
Em 2025, a companhia informou vendas de 131 bilhões de coroas suecas (algo em torno de R$72 bilhões) e um quadro de aproximadamente 39 mil funcionários, números que mostram a dimensão do grupo mesmo em meio a ajustes regionais.
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