Casos de picadas de cobra sobem 80% em Anápolis e assustam após morte de jovem e criança internada na UTI
Autoridades reforçam protocolos de atendimento e orientações para evitar novos acidentes com animais peçonhentos

O número de acidentes com serpentes em Anápolis apresentou um crescimento expressivo no início de 2026. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) revelam que a cidade já contabilizou 18 atendimentos por picadas de cobras até a metade de abril.
O número representa um salto em comparação aos 10 casos registrados no mesmo período do ano anterior, o que representa um aumento de 80% até então. Em 2025, ao total, foram 31 episódios do tipo contabilizados.
O alerta ganha força após episódios graves ganharem repercussão local, incluindo a morte de Lucas Alexandre de Melo Peixoto e o ataque a uma criança de 10 anos, ambos vítimas de cascavéis.

Lucas era apaixonado por viajar e foi morto após ser picado por uma cobra, em Anápolis. (Foto: Redes Sociais)
Diante da gravidade da situação e da preocupação da comunidade, a administração municipal detalhou como funciona o fluxo de socorro para quem é atingido por animais peçonhentos na região.
Em resposta ao Portal 6, a Semusa explicou que o Hospital Municipal Alfredo Abrahão (HMAA) concentra o atendimento especializado e o tratamento para esses casos.
É nesta unidade que a Gerência de Imunização mantém o estoque e o monitoramento dos soros antiofídicos necessários para neutralizar o veneno.
“O protocolo de atendimento nesses casos segue as diretrizes do Ministério da Saúde, com acolhimento imediato do paciente, avaliação clínica, classificação da gravidade do acidente e administração do soro antiofídico conforme indicação específica para cada tipo de envenenamento”, informou a pasta.
Cuidados
Conforme orientações do Ministério da Saúde (MS), em caso de acidente com cobra, a vítima deve lavar o local da picada com água e sabão e manter a área em posição confortável até receber atendimento.
O órgão reforça que não se deve aplicar substâncias caseiras, como álcool, vinagre ou borra de café, nem realizar torniquetes, práticas que podem agravar o quadro.
Para evitar esse tipo de ocorrência, o MS destaca que mais de 95% dos acidentes ofídicos atingem pernas e braços, o que torna fundamental o uso de calçados fechados, botas ou perneiras em áreas de risco.
Além disso, é importante redobrar a atenção ao caminhar em matas, evitar colocar as mãos em buracos ou ocos de árvores e sempre observar bem o local antes de se apoiar.
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