Polícia Civil divulga imagem de ginecologista suspeito de abusar de ao menos 5 pacientes em Goiânia e Senador Canedo

Mulheres que eventualmente tenham passado por situações semelhantes devem procurar a delegacia para formalizar o registro

Davi Galvão Davi Galvão -
Marcelo Arantes é investigado e suspeito de abusar ao menos cinco pacientes. (Foto: Divulgaçaõ/PC)
Marcelo Arantes é investigado e suspeito de abusar ao menos cinco pacientes. (Foto: Divulgação/PC)

A Polícia Civil (PC) investiga o médico ginecologista Marcelo Arantes pela suspeita de cometer crimes sexuais contra pelo menos cinco pacientes.

A delegada responsável pelo caso autorizou a divulgação do nome e da imagem do profissional com o objetivo de encorajar outras mulheres, que eventualmente tenham passado por situações semelhantes, a procurarem a delegacia para formalizar a denúncia.

Os casos, que teriam ocorrido durante atendimentos médicos em clínicas de Goiânia e Senador Canedo, vêm sendo registrados desde 2017.

De acordo com a Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem), o ginecologista utilizava-se da relação de confiança entre médico e paciente para praticar atos libidinosos no decorrer de consultas e exames ginecológicos. Até o momento, o inquérito identificou quatro vítimas na capital e uma em Senador Canedo.

Embora a PC tenha solicitado a prisão preventiva do médico para garantir a ordem pública e o andamento das investigações, o Poder Judiciário indeferiu o pedido.

Em vez da prisão, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares, cujos detalhes técnicos restringem a liberdade do profissional e impõem condições para que ele responda ao processo em liberdade.

A Deaem reforça que o sigilo das vítimas é garantido e que o surgimento de novos relatos é fundamental para a conclusão do inquérito policial.

Marcelo Arantes é investigado e suspeito de abusar ao menos cinco pacientes. (Foto: Divulgação/PC)

Marcelo Arantes é investigado e suspeito de abusar ao menos cinco pacientes. (Foto: Divulgação/PC)

Mulheres que reconhecerem o ginecologista e desejarem relatar abusos podem procurar qualquer unidade da Delegacia da Mulher ou entrar em contato pelos canais oficiais da Polícia Civil de Goiás.

A reportagem entrou em contato com o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), que informou que “denúncias relacionadas à conduta ética de médicos” são apuradas e tramitam em total sigilo. Confira a nota na íntegra:

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) esclarece que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas pelo Cremego ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias.

A reportagem não localizou o advogado do ginecologista, mas o espaço segue em aberto. Mais informações devem ser divulgadas pela PC ao longo da manhã.

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Davi Galvão

Davi Galvão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua como repórter no Portal 6, com base em Anápolis, mas atento aos principais acontecimentos do cotidiano em todo o estado de Goiás. Produz reportagens que informam, orientam e traduzem os fatos que impactam diretamente a vida da população.

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