Vanessa Marega também responde a processos no Procon de Anápolis e pode levar multa de até R$ 16 milhões

Alvo de sete processos administrativos, empresária já deixou de comparecer a audiências e está na mira do órgão, que avalia sanções diante das denúncias e da dificuldade de localização

Ícaro Gonçalves -
Vanessa Marega também responde a processos no Procon de Anápolis e pode levar multa de até R$ 16 milhões
Vítimas alegam sumiço da empresária após reclamações. (Imagens: Reprodução)

O caso envolvendo a empresária anapolina Vanessa Marega avançou para a esfera administrativa e já é alvo de investigação do Procon de Anápolis.

De acordo com o órgão, sete processos administrativos foram instaurados contra ela por possíveis violações aos direitos dos consumidores.

Conforme já noticiado pelo Portal 6, a empresária atraiu centenas de clientes ao oferecer eletrônicos e eletrodomésticos com descontos muito acima do praticado no mercado. Entre as ofertas, havia aparelhos iPhone anunciados com reduções de até 70% no preço.

Levantamento do Procon mostra que três processos estão atualmente na fase de audiência de conciliação, etapa em que há possibilidade de acordo entre as partes envolvidas.

Além disso, um procedimento segue em fase de apresentação de defesa, enquanto outro já está em análise para decisão administrativa.

O órgão também informou que, em dois dos processos, a empresária não compareceu às audiências previamente agendadas, o que pode influenciar negativamente na avaliação dos casos

Penalidades e dificuldades de localização

Durante as apurações, o Procon constatou que Vanessa Marega não possuía loja física e realizava as vendas exclusivamente pela internet, principalmente por meio de conversas no WhatsApp e Instagram.

Esse modelo de atuação dificulta a adoção de medidas administrativas mais imediatas, como a interdição de um estabelecimento.

Mesmo assim, o órgão destaca que há previsão de aplicação de multas em casos de descumprimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Os valores podem variar de R$ 960 a R$ 16 milhões, conforme a gravidade das infrações identificadas.

Outro fator que preocupa é a dificuldade de localização da empresária. Segundo o Procon, Vanessa não possui endereço definido e é considerada desaparecida, o que impede o envio de notificações formais e compromete o andamento dos processos administrativos.

Confira a nota do Procon Anápolis na íntegra

O Procon Anápolis informa que existem sete processos administrativos instaurados em desfavor da fornecedora Vanessa Marega – sendo 3 (três) aguardando realização de audiência de conciliação, 1 (um) em fase de apresentação de resposta, 1 (um) em fase de decisão administrativa e 2 (dois) processos nos quais houve ausência de comparecimento da fornecedora.

Considerando estes últimos casos, a Diretoria Municipal do Procon informa que o não comparecimento a atos administrativos são relevantes no âmbito de análise processual, podendo agravar aplicações de eventuais sanções ou multas.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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