Com mais de 200 anos e custando mais de R$ 100 mil: oliveiras raras de luxo viram alvo de contrabando na fronteira entre Argentina e Brasil
Oliveiras centenárias de até R$ 100 mil impulsionam contrabando entre Argentina e Brasil e preocupam autoridades

O contrabando de oliveiras centenárias entre Argentina e Brasil deixou de ser pontual e passou a chamar a atenção de autoridades. Avaliadas em até R$ 100 mil, essas árvores raras ganharam espaço em projetos de luxo e impulsionam um mercado ilegal em expansão.
Nos últimos meses, operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelaram o crescimento desse tipo de crime, com apreensões frequentes em rodovias do Sul do país. O transporte irregular envolve logística complexa e ausência de documentação obrigatória.
Apreensões expõem avanço do contrabando
Em uma das ações recentes, seis oliveiras com mais de 200 anos foram apreendidas em Maringá (PR). A carga vinha da Argentina e tinha como destino o interior de São Paulo. O motorista não apresentou documentos exigidos, como autorização fitossanitária e desembaraço aduaneiro, e foi preso em flagrante.
Segundo a PRF, mais de cem árvores já foram apreendidas desde o ano passado, principalmente em áreas de fronteira com a Argentina e em cidades estratégicas do Paraná.
Alta demanda no luxo alimenta mercado ilegal
O crescimento do contrabando está ligado à valorização dessas árvores no paisagismo de alto padrão. Oliveiras centenárias são usadas em residências de luxo e condomínios exclusivos, o que elevou significativamente os preços.
No mercado legal, exemplares podem custar cerca de R$ 100 mil. Já no comércio clandestino, o valor costuma ser menor, incentivando a prática ilegal.
A Argentina concentra grande oferta dessas árvores, muitas vezes substituídas por culturas mais rentáveis. Esse excesso, aliado à alta demanda no Brasil, cria um cenário propício para o contrabando.
Apesar do lucro elevado, o comércio irregular levanta alertas ambientais e sanitários, como o risco de introdução de pragas no país. Ainda assim, o mercado segue aquecido, mantendo o desafio para as autoridades.
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