Venda de mineradora em Goiás para os EUA pode ser cancelada após pedido de deputados do PSOL

Parlamentares questionam a legalidade da transação com o grupo norte-americano, anunciada nesta segunda-feira

Davi Galvão Davi Galvão -
Mineradora é a única no Brasil a processar terrar raras em quantidades expressivas. (Foto: Divulgação)
Mineradora é a única no Brasil a processar terrar raras em quantidades expressivas. (Foto: Divulgação)

Deputados federais do PSOL acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a anulação da venda da mineradora Serra Verde, sediada em Minaçu, no norte de Goiás, avaliada em 2,8 bilhões de dólares, o que corresponde a aproximadamente 14 bilhões de reais.

A representação cita nominalmente o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, solicitando que o órgão apure a conduta do governo estadual no processo de alienação da empresa.

A iniciativa partiu das deputadas Sâmia Bomfim e Fernanda Melchionna, além do deputado Glauber Braga, todos do PSOL.

Os parlamentares questionam a legalidade da transação com o grupo norte-americano, anunciada nesta segunda-feira (20).

O principal argumento da bancada foca na soberania sobre recursos minerais estratégicos e na observância da divisão de competências entre a União e o Estado de Goiás.

No documento protocolado, os congressistas pedem a suspensão imediata de todos os atos relacionados à venda, o que inclui a interrupção de pagamentos e a validação de contratos assinados.

Os autores da ação defendem que uma investigação rigorosa é indispensável para verificar se houve descumprimento de normas regulatórias sobre a exploração de terras raras.

Esses minerais são considerados essenciais para a indústria global de alta tecnologia e transição energética, sendo utilizados na fabricação de motores para carros elétricos, turbinas de energia eólica e diversos equipamentos tecnológicos de ponta.

A Serra Verde é uma das poucas unidades produtoras desses insumos, o que eleva o valor estratégico do ativo em disputa.

Embora o acordo de compra e venda já tenha sido assinado pelas partes, a conclusão definitiva do negócio depende de etapas burocráticas e financeiras que devem se estender até o segundo semestre de 2026.

O modelo de pagamento estabelecido entre a mineradora e o grupo dos Estados Unidos prevê um aporte inicial de cerca de 300 milhões de dólares em dinheiro, enquanto o restante do valor total será quitado por meio da entrega de ações da empresa compradora aos atuais proprietários.

A reportagem tentou contato com o Governo de Goiás, mas não gouve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue em aberto.

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Davi Galvão

Davi Galvão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua como repórter no Portal 6, com base em Anápolis, mas atento aos principais acontecimentos do cotidiano em todo o estado de Goiás. Produz reportagens que informam, orientam e traduzem os fatos que impactam diretamente a vida da população.

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