“Minha família foi dilacerada”, diz pai de adolescente morto na porta de escola em Anápolis

Fala se deu momentos antes do júri de Maria Merces e e Kaio Rodrigues Matos, acusados de matar Nicolas Lima Serafim em fevereiro de 2024

Augusto Araújo Augusto Araújo -
"Minha família foi dilacerada", diz pai de adolescente morto na porta de escola em Anápolis
Nikson Pereira Silva Serafim é pai de Nicollas Lima Serafim, morto na porta de colégio em Anápolis. (Imagem: Davi Galvão/ Portal 6)

Em conversa com a imprensa, Nikson Pereira Silva Serafim, pai de Nicollas Lima Serafim, revelou o sofrimento da família com a perda do filho e demonstrou esperança por Justiça durante o julgamento de Maria Merces Rodrigues e Kaio Rodrigues Matos, acusados de matar o adolescente na porta do Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza.

A fala se deu momentos antes de começar o júri, realizado na manhã desta quarta-feira (29), no Fórum Novo de Anápolis, no Parque Brasília.

À reportagem, Nikson afirmou que o filho era um menino bom, cheio de sonhos e de vida. Contudo, após a morte de Nicollas causou um colapso profundo na família nos últimos dois anos.

“Hoje eu não tenho Natal, não tenho aniversário, não tenho ano novo. A minha família foi dilacerada. Eu não tenho mais os beijos dele, o abraço. Ele era muito muito amoroso, muito carinhoso e isso acabou”, revelou.

Em relação ao julgamento, Nikson disse que espera ser aplicada a pena máxima aos réus, ainda que a dor pela perda do filho vá permancer.

“Eu espero que seja feita a justiça hoje. Para ter pelo menos um pouco de paz, né? Sabendo que eles vão pagar pelo que fez. Mas nada vai trazer meu filho de volta”, destacou.

Nikson ainda fez comentários duros sobre o comportamento de Maria Merces, afirmando que ela deveria ter agido de uma forma apaziguadora na confusão, ao invés de incentivar a violência.

“A palavra ‘mãe’ para ela não existe. É monstro. Porque mãe ama, mãe cuida não só dos seus, cuida dos outros, aconselha. Você tenta remediar de todas as formas, não a violência. Não tem o que alegar. A gente desde quando a gente é pai ou é mãe, a gente instrui os filhos ao quê? O caminho bom, aconselhos, não a estigar a violência, a briga. É, para mim é um monstro, a palavra mãe não se cabe a ela”.

 

 

*Colaborou Davi Galvão

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Augusto Araújo

Augusto Araújo

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás, é editor do Portal 6. Já atuou em veículos como o Jornal Opção e tem experiência em assessoria de comunicação. Apaixonado por esportes, preza pela apuração rigorosa, pela clareza na informação e pelo compromisso com o interesse público.

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