O país europeu que firmou acordo para devolver tesouro de mais de 100 milhões de anos para o Brasil
Fóssil raro de dinossauro encontrado no Ceará será devolvido ao Brasil após décadas em museu na Alemanha

Depois de décadas longe do Brasil, um fóssil considerado valioso para a ciência está prestes a voltar ao país.
A Alemanha confirmou que devolverá o crânio do dinossauro Irritator challengeri, espécie que viveu há entre 110 milhões e 113 milhões de anos.
O material foi encontrado na região da Chapada do Araripe, no Ceará, uma das áreas mais importantes do país para a paleontologia.
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Desde 1991, porém, o crânio estava sob guarda do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha.
A devolução foi tratada em uma declaração conjunta entre os governos brasileiro e alemão, durante agenda oficial que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do chanceler Friedrich Merz, em abril de 2026.
O fóssil chama a atenção porque é considerado um dos crânios mais completos já identificados entre os espinossaurídeos, grupo de dinossauros carnívoros associados a ambientes aquáticos.
A espécie viveu no período Cretáceo e ajuda pesquisadores a entender melhor a fauna pré-histórica que habitava o território brasileiro.
A saída do material do Brasil é cercada por questionamentos. Desde 1942, fósseis encontrados em território nacional são considerados patrimônio da União, e a retirada desse tipo de peça depende de autorização e critérios legais.
Nos últimos anos, cientistas brasileiros intensificaram a cobrança pela devolução do Irritator challengeri.
A mobilização ganhou força após o retorno de outro fóssil brasileiro, o Ubirajara jubatus, que também estava na Alemanha e foi repatriado em 2023.
Agora, o crânio deve passar por etapas logísticas e técnicas até chegar ao Brasil. A expectativa é que ele seja destinado ao Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri, no Ceará, perto da região onde foi originalmente encontrado.
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